Reforma deve gerar economia de R$ 170 bi a municípios, diz Marinho

A assessoria de Rogério Marinho corrigiu a informação dada anteriormente pelo secretário sobre a economia que a reforma da Previdência vai gerar para os municípios, que deve ser de R$ 170,4 bilhões, e não de R$ 120, 9 bilhões, como informado anteriormente) Secretário especial de Previdência, Rogério Marinho afirmou, em reunião inaugural da comissão especial de acompanhamento da reforma da Previdência no Senado, que a proposta de mudança nas regras das aposentadorias encaminhada ao Congresso Nacional pode gerar uma economia de R$ 170,4 bilhões para os municípios brasileiros e R$ 329,4 bilhões para os Estados, em um período de dez anos – além dos R$ 1,1 trilhão esperados para o governo federal.

“O sistema hoje não é justo, porque muitos ganham pouco e poucos ganham muito, nem sustentável, do ponto de vista fiscal”, disse o secretário, ressaltando que, com a reforma, todos estarão sob as mesmas regras, mas que os mais abastados serão mais atingidos. “Aqueles que tem maior capacidade contributiva, contribuirão com mais. Mas todos irão contribuir. Os que estão no topo da pirâmide vão contribuir 14 vezes do que quem está na base.”

Para Marinho, o Brasil não pode perder a chance de fazer a reforma agora. O adiamento da resolução do problema levaria o país a ter de, no futuro, mexer até nos valores de aposentadorias já adquiridas, alertou. “Esta será a última oportunidade de o país fazer uma reforma sem avançar sobre direitos já adquiridos”.

Atualmente, 13,3% da população do país é idosa, disse o secretário. Esse percentual crescerá velozmente nas próximas décadas, com os idosos compondo 42% da população em 2060, projetou.

Insatisfeitos apresentem alternativa

Marinho afirmou que o governo vai defender a aprovação da reforma tal como apresentada na proposta encaminhada ao Congresso. Ele apontou, contudo, que tem recebido até representantes da oposição para conversar a respeito.

“Hoje recebi o governador do Piauí, Wellington Dias (PT), que tem sido um interlocutor frequente com os governantes do Nordeste. Tivemos conversas também com o deputado Mauro Benevides (CE), que é do PDT. Essa não é uma pauta do governo Bolsonaro, é uma pauta do Brasil”.

Nesse sentido, ele disse que está aberto a receber sugestões caso alguém de fato tenha uma proposta melhor que a colocada. “É preciso entender que, se vamos fazer uma concessão a algum setor, isso tem um custo. Quem não estiver satisfeito com a proposta do governo, apresente uma alternativa. Essa é a casa do debate, o local apropriado para que sugestões e aprimoramentos possam acontecer.”

O secretário lembrou que vários Estados já enfrentam dificuldades severas para cumprir com os pagamentos de aposentadorias e pensões, o que torna a reforma, inclusive para Estados e municípios, ainda mais urgente. “No meu estado, o Rio Grande do Norte, aposentados não estão recebendo há quatro meses. Isso aconteceu em Minas, no Rio, em Goiás. É prova que o modelo atual quebrou, faliu. Temos a plena noção de que o sistema de repartição não se põe mais de pé.”

Fonte: Valor Online

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