É possível engravidar tomando pílula anticoncepcional, revela estudo

É possível engravidar tomando pílula anticoncepcional? (Foto: Flickr)

Quem já não ouviu a história de uma amiga ou conhecida que jura ter engravidado tomando pílulaanticoncepcional? O fato é que, verdade ou não, elas sempre foram subestimadas e, provavelmente, ouviram comentários como “você deve ter se esquecido de tomar”. No entanto, um estudo publicado recentemente pelo periódico Obstetrics & Gynecology afirma que existe, sim, a possibilidade de engravidar tomando pílula anticoncepcional diariamente.

COMO É POSSÍVEL?
Durante o estudo, um grupo de pesquisadores americanos da Universidade do Colorado, nos Estados Unidos, recrutou 350 mulheres com idade média de 22 anos, que usavam implante de etonogestrel – um anticoncepcional de longa duração na forma de uma tira de plástico colocado na pele do braço. Ele libera lentamente hormônios, impedindo a gravidez ao longo de três anos. O próximo passo foi concentrar a atenção em um gene que é ativado em todos os fetos, mas é desativado na maioria das crianças. Em algumas mulheres, ele nunca é “desligado”, e continua a produzir uma proteína que “quebra” os hormônios usados ​​no controle da natalidade.

Quando os pesquisadores testaram os níveis de hormônio das voluntárias, descobriram que mais de uma em cada quatro mulheres com a variante genética não tinha níveis suficientes de etonogestrel para prevenir a ovulação. “Precisamos acreditar no paciente e entender que existem outros elementos fora de seu controle, como a genética, que podem fazer o controle da natalidade falhar”, afirma o autor do estudo, Aaron Lazorwitz.

“O novo estudo é inovador”, diz Anne Davis, obstetra-ginecologista do Centro Médico Irving de NewYork-Presbyterian da Columbia University. “A razão pela qual é tão importante é que a contracepção hormonal é comumente usada por milhões e milhões de mulheres nos Estados Unidos e em todo o mundo”, explica. “Uma mulher vai dizer que tomou determinada pílula e se sentiu péssima. Outra dirá que o mesmo anticoncepcional funciona muito bem e não está grávida; seu período menstrual é mais fácil; e sua pele melhorou. Saber que há uma diferença em como as pessoas metabolizam hormônios prepara o terreno para mais pesquisas, que podem nos ajudar a entender melhor as experiências das mulheres e nos ajudar a dar a medicação certa para o paciente certo”, afirma Anne.

Os pesquisadores escolheram o método injetável durante o estudo porque “era muito mais fácil estudar e não havia preocupação com a falta de uma dose”, explica Aaron. “Nós, eventualmente, queremos trazer esse tipo de pesquisa para as mulheres que estão usando a pílula para ver se elas têm os mesmos resultados. Nós tivemos que começar em algum lugar e essa era uma população realmente boa para isso”, finaliza.

Fonte: 98 FM Curitiba

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