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Vacinação: a era das trevas voltou

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Recebi mensagem encaminhada por amigo no WhatsApp. Em linhas gerais, a mensagem diz que as campanhas de vacinação contra a gripe são uma conspiração que visa eliminar seres humanos através de substâncias secretas misturadas às vacinas.

O sujeito que fez esse texto me parece aquele brincalhão perigoso que inventa absurdos e que morre de ri do compartilhamento. Antigamente, se dizia que ele estava passando um trote, espalhando um boato para ter prazer fazendo os outros de bobos.

Já quem repassa isso é o verdadeiro otário, um ignorante (e eu disse isso a quem me repassou) mais perigoso ainda, porque acrescenta uma dose de credulidade à estupidez. Respalda uma brincadeira (não posso imaginar que seja a sério) sem graça que pode levar à morte crianças e adultos pela rejeição a uma das invenções mais notáveis do ser humano: a imunização contra doenças.

A impressão é que em tempos de redes sociais a imbecilidade se espalha mais velozmente que o vírus da gripe. Só quem não conhece a desgraça da poliomielite ou a miséria provocada pela varíola, por exemplo, pode brincar com isso ou sequer duvidar da necessidade das vacinas.

Ainda que, estatisticamente, possa haver reações perigosas em um a cada milhares de vacinados, o risco compensa largamente as consequências de não se proteger.

Tudo isso me lembra um bocó que me disse que a vida na idade média era melhor. Ah, sim. Claro. Sem anestesia, com expectativa de vida de 30 anos e pestes e pragas se espalhando o tempo todo.

Fonte: Tribuna Online

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