Metade dos brasileiros já utiliza smartphones para compras no varejo

Dois terços dos brasileiros aprovam serviços de saúde via mobile

A pesquisa Global Consumer Insights 2019, produzida pela PwC, aponta um salto de 15% para 50% nas compras pelo smartphone nos últimos seis anos. Nesse mesmo período, as vendas pelos outros canais registraram queda ou uma tímida evolução, como no caso dos tablets (de 20% para 29%). Os percentuais caíram de 70% para 62% nas lojas físicas e de 69% para 59% nos PCs. O levantamento entrevistou 21 mil consumidores em 27 países, entre eles o Brasil, no fim de 2018.

O estudo revelou ainda que, dependendo da experiência no ambiente digital, 78% aceitariam pagar mais por produtos de saúde e bem-estar e 75%, por itens de beleza e cosméticos. Em contrapartida, o grau de exigência em relação à compra em farmácias está mais elevado – 58% desejam contar com métodos de pagamento mais práticos para reduzir filas, enquanto a média global é de 50%. Já 54% atribuem grande importância aos vendedores com profundo conhecimento dos produtos, acima dos 50% da média geral. Outros 43% esperam internet rápida e de fácil acesso nos estabelecimentos, contra 34% em nível mundial.

Esses dados mostram outra conclusão interessante. Apesar de todo o avanço do e-commerce, a loja física ainda é atrativa para os compradores. “Empresas muitas vezes recorrem à tecnologia como forma de prover uma melhor experiência do consumidor. No entanto, o padrão de atendimento é tão ou mais importante para fidelizá-lo”, afirma Ricardo Neves, sócio e líder de mercados de consumo da PwC Brasil.

Também segundo o levantamento, mais de dois terços do consumidores brasileiros se sentem confortáveis com o acesso a serviços de saúde por meio de canais mobile de empresas não oriundas do setor – como Amazon, Apple, Facebook, Google e Microsoft. A relação de serviços disponíveis nessas plataformas inclui desde o agendamento online da visita ao médico até consultas virtuais, além da aquisição de medicamentos. “A aprovação chega a 90% quando falamos sobre a possibilidade de ter um produto que aglutine todas as informações sobre sua saúde em um só lugar”, explica Neves.

A telemedicina também foi um dos temas abordados – 70% dos entrevistados mostraram-se predispostos a fazer uma consulta virtual, enquanto 73% aceitariam comprar medicamentos isentos de prescrição (MIPs) dessas empresas e 84% aceitariam comprar remédios tarjados. O estudo também mostrou que os consumidores estão aptos a adquirir aplicativos de celulares que complementem acompanhamentos médicos.

O levantamento indica que 45% dos entrevistados brasileiros utilizam aplicativos que monitoram os benefícios de exercícios físicos e os sinais vitais, como batimentos cardíacos, e quase 80% possuem até três apps relacionados à saúde, bem-estar ou exercícios físicos em seus dispositivos móveis.

Fonte: Redação Panorama Farmacêutico

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