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Pesquisa desenvolvida em PE com pele de tilápia chega à Nasa

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Uma pesquisa auxiliada por um médico pernambucano na cicatrização de lesões provocadas por queimaduras, traumas e doenças não só extrapolou as fronteiras do Brasil quanto vai ultrapassar as barreiras do planeta. O método de reabilitação, que usa pele de tilápia e é aplicado no estado pelo cirurgião plástico Marcelo Borges, vai ser analisado pela  National Aeronautics and Space Administration (NASA). Em junho, um foguete vai levar amostras do material para que sejam feitas análises detalhadas do efeito da gravidade sobre ele.

De acordo com o cirurgião, que já vem aplicando o método com sucesso em pacientes gravemente queimados no estado, trata-se de um passo importante no avanço da pesquisa. “Ao todo, são 80 experimentos pelo mundo todo. Um deles vai avaliar o efeito da microgravidade na pele da tilápia”, explica o médico. “Se tivermos o apoio da indústria farmacêutica, em um ano esta curativo estará disponível para todos os pacientes que vierem a sofrer queimaduras, tando do SUS quanto do sistema privado”, completa.

A pesquisa, segundo ele, é desenvolvida de forma multicêntrica em no Brasil e no exterior em unidades de saúde de Pernambuco, do Ceará, do Rio de Janeiro, de São Paulo, do Paraná e de Goiás. Países como EUA, Guatemala, Colômbia, Equador, Holanda e Alemanha também estão envolvidos no estudo.

Com o desenvolvimento dos estudos, o médico espera que, nos próximos cinco anos, avanços da pesquisas permitam novos usos do material. Atualmente, a indicação do uso da pele de tilápia é para queimaduras de segundo grau, feridas traumáticas agudas e feridas crônicas. O material funciona como um curativo biológico que facilita a cicatrização natural.

Pesquisa médica desenvolvida em PE com pele de tilápia chega à Nasa

Fonte: OP9

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