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Ibovespa fecha em leve alta e dólar cai abaixo de R$ 4

O Ibovespa , principal índice da bolsa de valores brasileira (B3), fechou em leve alta de 0,18% nesta quarta-feira, aos 96.567 pontos.

As notícias de Brasília seguem positivas, mas o mercado internacional sofreu hoje com o acirramento da tensão entre Estados Unidos e China.

A queda do preço do petróleo e do minério de ferro puxaram a dupla de peso ‘Petrobras e Vale’ para baixo.

Por isso, o índice acabou fechando próximo ao zero a zero quando poderia ter ido melhor. O volume de negócios da sessão foi de R$ 11,66 bilhões.

Das 66 ações que compõem o índice, 32 fecharam em alta, 31 em baixa e três estáveis. As ações das processadoras de proteína animal JBS (JBSS3) e BRF (BRFS3) foram as que mais perderam.

As acusações de corrupção feitas pelo Ministério Público contra a JBS explicam parte da forte queda dos papéis do frigorífico, de 6,33%, a R$ 21,17 cada. Mas, o dólar em queda puxa as exportadoras para baixo, o que ajuda a justificar a queda da BRF.

O dólar comercial encerrou o dia ao preço de R$ 3,98, queda de 1,24% em relação ao pregão anterior. O dólar turismo se desvalorizou 1,21%, e fechou cotado a R$ 4,13.

De Brasília à China

O movimento do Ibovespa nesta quarta-feira poderia ser pior se não fosse o Brasil.

Depois de meses de desentendimentos, trocas de farpas e acusações e articulações frustradas, o Congresso Nacional parece estar entrando em um compasso pró-reforma. Já não era hora, não é mesmo?

Nesta tarde, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse que o projeto da reforma da Previdência deve ser votado até o começo de julho.

Assim, a reforma em si poderia ser aprovada na segunda quinzena do mesmo mês. Ele também aproveitou para elogiar o ministro da Economia, Paulo Guedes, e também o Secretário da Previdência, Rogério Marinho, pelo texto “muito bem elaborado”.

O otimismo local pode até ter ajudado o índice hoje, mas o cenário lá fora não está nada bom, com o acirramento da tensão entre Estados Unidos e China.

Por serem as duas maiores economias do mundo, não podemos ignorar o que está acontecendo. Até porque, nada impede que reflita por aqui nos próximos dias.

E o que está acontecendo? Depois de os Estados Unidos suspender a compra de produtos de tecnologia chinesa, o país asiático está ameaçando revidar.

jornal chinês People’s Daily divulgou que a China pode suspender a exportação de minerais raros, importante para a fabricação de iPhones, carros elétricos e armas de precisão.

“Aconselhamos os EUA a não subestimar a capacidade da China de assegurar seus direitos e interesses para o desenvolvimento do país. Não diga que não avisamos! ”, publicou o maior jornal chinês, controlado pelo governo.

A frase “Não diga que eu não avisei” só foi usado duas vezes na história do People’s Daily – em 1962 antes da guerra da China com a Índia e em 1979 antes da guerra da China com o Vietnã. #medo

Destaques da bolsa

Entre os destaques positivos do dia estão as ações ordinárias (ON, com direito a voto no conselho de acionistas) da Sabesp (4,29%); Rumo ON (3,57%); Lojas Americanas PN (3,12%); Raia DrogasilON (2,50%), Magazine Luiza ON (0,14%) e Via Varejo ON (3,85%)

As ações das varejistas operaram em alta hoje. O mercado está vendo com bons olhos as notícias de fusão e aquisição em curso.

Além disso, o movimento também é fruto da perspectiva de taxas de juros mais baixas no médio prazo, que favorecem o consumo.

Espera-que se após o encaminhamento da reforma da Previdência, haja espaço para mais um corte na taxa básica de juros, a Selic, atualmente fixada em 6,5%. Isso estimularia o consumo, beneficiando o setor de varejo rapidamente.

As principais quedas do dia ficaram concentradas nos setores ligados a commodities: Petrobras ON (-0,79%); Petrobras PN (-1,12%); Vale ON (1,09%); CSN ON (-4,13%); Marfrig ON (-2,31%), além de BRF ON (-5,49%) e JBS ON (-6,33%).

O que puxou essas quedas foi a desvalorização das commodities, como o milho, minério de ferro e o petróleo.

Para o Pedro Paulo Silveira, economista-chefe da corretora Nova Futura, o recuo pesou mais nas ações da Petrobras, que ontem estava no centro dos debates após a decisão de Edson Fachin, ministro do STF, de vetar a venda da subsidiária TAG.

E amanhã, amiguinhos, é dia de… PIB!

Será divulgada o Produto Interno Bruto brasileiro do primeiro trimestre. Expectativa é de retração em relação ao trimestre anterior. Os Estados Unidos também divulgarão seu PIB. Acompanhe tudo isso e muito mais no Valor Investe.

Fonte: Valor Investe

Veja também:

https://panoramafarmaceutico.com.br/2019/05/20/dificuldades-na-economia-derrubam-mercados-no-brasil/

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