Ociosidade atinge setor de serviços

Em meio ao cenário econômico cada vez mais afetado pelas incertezas políticas, o setor de serviços apresentou em maio o nível mais baixo de desempenho nos últimos oito meses. Entre os responsáveis pelo resultado, está o aumento da ociosidade dentro das empresas brasileiras.

Os dados, que fazem parte do Índice de Gerentes de Compras (PMI na sigla em inglês) realizado pela empresa de pesquisa de mercado IHS Markit, apontam para uma retração – em volume de negócios desse setor – de 49,9 pontos registradas em abril para 47,8 pontos em maio.

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“A recuperação pós-eleição observada no setor de serviços diminuiu em maio, com consumidores e empresas cada vez mais cautelosos com seus gastos, em meio a preocupações com impasses políticos e o seu impacto na economia de modo amplo, assim como na moeda”, afirmou a economista-chefe da IHS Markit, Pollyanna de Lima.

Ainda de acordo com ela, um dos principais fatores que prejudicaram o desempenho do setor no período foram as tímidas vendas externas do País. Em relatório divulgado à imprensa, a economista afirma que “as empresas brasileiras de serviços viram a demanda proveniente do exterior se deteriorar pelo terceiro mês consecutivo, com a contração nas vendas para exportação sendo a mais acentuada desde outubro do ano passado”.

Segundo o levantamento, além dessa ociosidade das empresas brasileiras no setor de serviços, pode ser verificado maior pressão sobre os custos. Com isso, quase 10% dos players desse setor decidiram repassar esse aumento para o preço dos serviços no período de maio. Mas 90% das empresas preferiram ser mais cautelosas, em função da queda da demanda, e passaram a conceder descontos, a fim de elevar o nível de competitividade e venda de serviços.

Além disso, mesmo com o panorama negativo de maio, a pesquisa revela certo otimismo sobre a melhora na conjuntura econômica por parte das empresas brasileiras, as quais cultivam boas “expectativas sobre reformas estruturais, vendas online mais elevadas e novas parcerias” até o final do ano.

Em perspectiva similar ao do estudo e posicionamento de Pollyana, o economista do Conselho Federal de Economia (Confecon) Luiz Alberto Machado ressalta a confiança do mercado como crucial na retomada do setor de serviços.

“Até meados do mês de maio o ambiente econômico sofria com turbulências políticas que afetavam diretamente esses segmentos. No entanto, percebo melhora no otimismo do mercado a partir do início do segundo semestre de 2019, puxado principalmente pelo mercado de Tecnologia da Informação (TI) e expansão no número de farmácias, que também têm ampliado a prestação de serviços”, diz ele, lembrando que o desempenho do segmento de transportes ainda deve estar vinculado a capacidade de reação do varejo.

Para ele, essa percepção sobre a melhora do mercado está ligadas à aproximação mais afinada entre o Poder Executivo e o Legislativo, os quais apostam na reforma da Previdência como fundamental na retomada econômica do País.

Fonte: DCI

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