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Resíduos plásticos são o lado feio do setor de cosméticos

plásticosCosméticos são pensados para serem esteticamente agradáveis. É uma categoria em que a embalagem é tão importante quanto o conteúdo quando se trata de se destacar em uma galáxia de potinhos plásticos bonitinhos. Também é um setor que já leva vantagem, pois parecer mais jovem, com um cheiro mais agradável ou simplesmente não ter mau hálito dispensam promoção. Adicione a onipresente publicidade ao mix e teremos um dos setores com maior potencial de crescimento.

Mas toda essa embalagem e crescimento contribuem para uma grande pilha de resíduos de consumo.

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Todos os anos, são produzidas 120 bilhões de unidades de embalagens de cosméticos e, principalmente, para serem usadas uma única vez. Recipientes vazios são muitas vezes pequenos demais para reciclagem, e itens de materiais de diferente composição acabam indo direto para aterros. Além disso, muitos dos produtos de beleza comprados não são usados, apenas juntam poeira e acabam no lixo – e depois são substituídos por itens novos das lojas.Segundo o LCA Centre, um grupo holandês que estuda o impacto ambiental das embalagens, cerca de 70% das emissões de carbono atribuíveis ao setor poderiam ser eliminadas se as pessoas simplesmente usassem recipientes com refil.

Enquanto pequenas marcas de saúde e beleza procuram capitalizar essa dinâmica, promovendo-se como opções verdes, as maiores do mercado andam mais devagar. Mas isso pode estar prestes a mudar – se os consumidores ajudarem.

A Body Shop anunciou recentemente que estava comprando centenas de toneladas de plástico reciclado da Índia; a Beautycounter, empresa de produtos de higiene pessoal e maquiagem financiada pela TPG Growth, disse que planeja lançar um produto de beleza com refil nos próximos seis meses (embora o prazo possa ser estendido para 2020); e a Procter & Gamble, gigante do setor de consumo, participa de um programa de testes em que os consumidores usam recipientes com refil ??para uma variedade de produtos domésticos.

Veja também: https://panoramafarmaceutico.com.br/2019/06/05/bioeconomia-oportunidade-para-o-brasil-2/

Na quarta-feira, a Olay, marca de cosméticos da P&G, foi mais longe. A empresa está lançando um produto com refil como parte de um programa-piloto limitado, usando seu hidratante campeão de vendas como cobaia. A Olay disse que vendeu aproximadamente 1,26 milhão de unidades do Olay Regenerist Whip só nos EUA, e os números de vendas da Nielsen colocam o produto de cuidados com a pele como líder do mercado no ano passado.

Fonte: UOL

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