AstraZeneca amplia aposta em terapias oncológicas

A europeia AstraZeneca acelerou o ritmo de lançamentos no Brasil e elevou a aposta em uma área terapêutica específica, a de câncer hematológico, que engloba leucemia, linfoma e mieloma. De acordo com o presidente da biofarmacêutica no país, Fraser Hall, ainda há poucas opções de tratamento para determinados tipos da doença, que está no centro de sua estratégia. Diante disso, a AstraZeneca, referência global em câncer de pulmão e de ovário, voltou-se com força também à hematologia. “A hemato-oncologia é uma área em que os pacientes não dispõem de muitas alternativas e estamos confiantes diante dos resultados que temos alcançado”, disse o executivo ao Valor.

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A estreia da farmacêutica nesse segmento do mercado brasileiro se deu com o Calquence (acalabrutinibe), cujo registro foi aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) no fim do ano passado. Depois de Estados Unidos e Golfo Pérsico, o Brasil foi o terceiro mercado no mundo a liberar o medicamento, que trata do linfoma de células do manto (LCM), tipo de câncer raro e agressivo no sistema linfático que afeta até 65 pessoas em cada 100 mil pessoas, e principalmente homens, com mais de 60 anos.

O Calquence tem apenas um concorrente direto e é indicado para pacientes que tenham recebido pelo menos um tratamento prévio para a doença. No grupo das dez maiores farmacêuticas em vendas de medicamentos de referência no país, a AstraZeneca lançou localmente seis produtos em 2018 e, neste ano, já são quatro lançamentos. Além de oncologia, área em que a meta é ser líder de mercado até 2017, a biofarmacêutica tem presença relevante nas áreas respiratória e metabólica. No ano passado, conforme balanço publicado no Diário Oficial do Estado de São Paulo, a operação brasileira registrou venda líquida de aproximadamente R$ 1,4 bilhão, acima dos cerca de R$ 1,2 bilhão apurados no exercício anterior.

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Para 2019, afirmou Hall, a expectativa é de crescimento de dois dígitos nas vendas, a despeito do menor ritmo de expansão do mercado farmacêutico brasileiro, que tem refletido a economia doméstica mais fraca. “Estamos em uma posição muito forte. O mercado perdeu velocidade, mas somos uma companhia de produtos inovadores”, comentou o executivo, justificando a perspectiva de crescimento robusto. A farmacêutica projeta crescimento de dois dígitos nas vendas no Brasil também em 2020 e 2021. “Há avanços significativos nas áreas em que atuamos e estamos oferecendo mais valor para o sistema de saúde”, afirmou.

Fonte: Jornal Valor Econômico

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