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Diabetes descontrolada pode causar impotência

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A falta de controle de diabetes pode levar homens e mulheres a terem problemas sexuais, como a impotência em homens e a infertilidade em ambos os sexos, de acordo com o endocrinologista Tarissa Petry, do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, em São Paulo.

O apresentador José Luiz Datena sofre de diabetes tipo 2

Reprodução/Instagram

No dia 5 de junho,  o apresentador José Luiz Datena, 62, revelou em um programa da Rede Bandeirantes que, devido a diabetes tipo 2, possui dificuldade em ter ereção. No caso de Datena, a doença foi agravada pela retirada de parte do pâncreas em 2006, que faz com que o órgão produza ainda menos insulina.

De acordo com a endocrinologista, as taxas de glicemia, quando altas, são tóxicas para o organismo, além de provocarem doenças nos vasos sanguíneos e afetar a sensibilidade dos nervos, o que pode ocasionar a impotência sexual.

“Quando a pessoa tem picos de glicemia alta de maneira constante, todos os órgãos passam a funcionar mal, o sangue se torna mais viscoso e a glicemia gruda nas proteínas, o que causa lesões e inflamações nos órgãos, e isso já leva a uma diminuição de ereção”, explica.

A descompensação da doença pode, também, levar pacientes de ambos os sexos a se tornarem inférteis. Tarissa afirma que o descontrole glicêmico altera o eixo hormonal, ou seja, muda a produção dos hormônios sexuais, sejam eles femininos ou masculinos. Essa alteração pode ocasionar, também, acúmulo de gordura na região abdominal.

Apesar do diabetes tipo 1 ser um pouco mais difícil de tratar, com taxas glicêmicas mais instáveis, e de diabéticos tipo 2 muitas vezes não realizarem o tratamento de maneira correta, a médica afirma que os tipos da doença não são determinantes para ocasionar os problemas sexuais, mas sim o tratamento.

Para evitar e tratar tais complicações, o método é considerado simples. “O paciente precisa controlar e compensar a glicemia, seja com o uso de insulina ou por remédios por via oral, realização de atividade física, dieta apropriada, consultas regulares ao médico e realização de exames a cada três e seis meses, dependendo da orientação médica”, finaliza.

Fonte: R7 Notícias

Veja também: https://panoramafarmaceutico.com.br/2019/05/13/associacao-medica-dos-eua-reconhece-low-carb-como-opcao-contra-diabetes/

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