Dono de farmácias em BH é preso por tráfico

Preso na Operação Barões, da Polícia Civil, dono de farmácia em Venda Nova é suspeito de comandar esquema de tráfico. Pai dedicado, empresário e dono de duas drogarias na região de Venda Nova, o homem de aproximadamente 30 anos, preso nesta sexta-feira (6), na capital, durante operação conjunta das polícias Civil e Rodoviária Federal e Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) mantinha uma vida de fachada, com características bem diferentes do cargo de chefe de uma quadrilha de tráfico interestadual de drogas, desarticulada após um ano de investigações, segundo responsáveis pelo caso.

A quadrilha composta por pelo menos cinco pessoas, quatro delas presas pela operação e uma foragida, alugava veículos em Belo Horizonte para servirem como “batedores” para carros clonados pelo bando, usados no transporte de drogas de Mato Grosso do Sul a Belo Horizonte, em um trajeto de aproximadamente 14 horas de viagem, segundo o delegado do Departamento Estadual de Prevenção e Repressão ao Narcotráfico (Denarc) Antônio Júnio Dutra.

“O chefe (da quadrilha) participava de todo o processo. Alugava os carros aqui em empresas idôneas e mandava esses carros irem na frente, no intuito de inspecionar a estrada e avisarem caso houvesse blitz e outras ações policiais no caminho. Muitas vezes, ele seguia dirigindo os carros clonados, e negociava pessoalmente a droga”, contou Dutra.

Ele foi preso por volta das 6h da manhã, no bairro Heliópolis, região Norte da capital. A ex-mulher do suspeito também foi detida no bairro Floramar, na mesma região.

“Embora tenham se separado recentemente, há fortes indícios de que ela participava ativamente do tráfico, mesmo depois da separação, realizando viagens também ao Mato Grosso”, afirmou o delegado.

Início das investigações

A apreensão de 652 kg de maconha em maio de 2018, em Uberaba, no Triângulo Mineiro, foi o motivo para que a operação fosse iniciada, segundo a Polícia Civil. Um terceiro integrante do bando, suspeito de conduzir o Fox Prata que levava a carga de droga conseguiu fugir.

Um mês depois, o mesmo homem foi preso quando tentava deixar a cidade de Bataguassu, em Mato Grosso do Sul, com nova carga de 823kg também de maconha.

A prisão desse suspeito levou os policias ao chefe da quadrilha. Além dele, um outro homem foi preso com uma carga de medicamentos roubados.

“Ainda há um quinto envolvido. Ele está foragido, mas já estamos com equipes do GAECO (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) que faz buscas em Mato Grosso do Sul”.

Na casa desse suspeito, em Betim, região metropolitana da capital, foi cumprido mandado de busca e apreensão nesta sexta-feira. A mulher do suspeito estava no local, onde foi encontrado 1kg de maconha, segundo a Polícia Civil.

Ela foi presa em flagrante e encaminhada ao Departamento Estadual de Prevenção e Repressão ao Narcotráfico (Denarc).

Venda de remédios seria investimento para compra de drogas ilícitas

Ex-proprietário de uma luxuosa loja de roupas de grife, na região da Pampulha, o suspeito preso na manhã desta sexta-feira, apontado como chefe de uma quadrilha de tráfico interestadual de drogas, segundo a Polícia Civil, foi flagrado com diversas caixas de remédios de uso e venda  controlados armazenados em dos quartos da residência.

Junto das medicações, policiais encontraram blocos de receituário e carimbos médicos.

“Com o prejuízo dessas apreensões de maconha, que totalizam 1,5 tonelada, houve um rombo considerável para a quadrilha. Estamos apurando se havia comércio de medicamentos de forma irregular, com facilitação de receitas falsas para ampliar as vendas, se os remédios das drogarias são roubados e, ainda, se havia lavagem de dinheiro nas farmárcias”, afirmou o delegado do Departamento Estadual de Prevenção e Repressão ao Narcotráfico (Denarc) Antônio Júnio Dutra.

Mais prejuízo

A apreensão de 200 kg de pasta base de cocaína em Maracaju, em Mato Grosso do Sul, nessa quinta (5), por equipes do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (GAECO) e da Polícia Rodoviária Federal (PRF) podem ter ampliado o prejuízo da quadrilha, segundo o promotor Luiz Felipe Cheib.

Fonte: O Tempo Online

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