Mulheres conquistam espaço na pesquisa científica

Pesquisa Científica

Quando o assunto é ciência, homens são os mais conhecidos: Albert Einstein, Isaac Newton, Charles Darwin e, no Brasil, Osvaldo Cruz e Carlos Chagas refletem anos de exclusão da participação feminina no meio científico. O cenário, no entanto, passou por mudanças importantes e significativas nos últimos anos. De acordo com relatório publicado em 2017 pela consultoria Elsevier, Brasil e Portugal são os países com maior equidade de gênero no mundo científico. A participação das brasileiras em pesquisas passou de 38%, entre 1996 e 2000, para 49%, entre 2001 e 2015.

Para que mais mulheres se juntem a cientistas como a matemática Marilda Sotomayor e a bióloga Bertha Lutz, o incentivo é essencial. Segundo levantamento do último Censo da Educação Superior, as mulheres representam 57,2% dos estudantes matriculados em cursos de graduação e é justamente nesse espaço que elas podem encontrar ferramentas e incentivos para ingressar no meio científico. A Newton Paiva oferece esse ambiente de fomento à pesquisa há 20 anos, através do Programa de Pesquisa e Iniciação Científica.

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A ex-aluna da Newton, Priscila Souza, encontrou no centro universitário a oportunidade de participar de um projeto de iniciação científica e descobrir que a pesquisa é o caminho que deseja trilhar em sua carreira de engenheira química. Em 2017, durante o último ano de sua graduação em Engenharia Química, ela participou do Programa de Iniciação Científica que desenvolveu um composto, a partir de resíduos orgânicos da agricultura, para a fabricação de telhas e pisos para serem utilizados na construção civil. A ideia é que esses materiais sejam usados, futuramente, na construção de casas populares por serem sustentáveis e de baixo custo. “Me apaixonei pela pesquisa e o próximo passo é o mestrado. Essa área ainda é dominada por homens, principalmente na orientação de estudantes, mas vejo o cenário mudando. Mestrandos e doutorandos são, em sua maioria, mulheres. Nosso desejo por novas ideias, nosso gosto pelo estudo e nossa percepção estão nos fazendo conquistar esse espaço e mostrar nosso valor”, explica.

O campo da pesquisa é amplo e precisa ser explorado, ressalta a estudante de Farmácia da Newton, Cláudia Pimentel. Ela participou por dois anos de um projeto de pesquisa que desenvolveu, a partir de matéria prima retirada da lã de ovelhas, um produto com ação carrapaticida para bovinos. Premiado no Congresso Nacional de Iniciação Científica de 2016 como o segundo melhor projeto na categoria Ciências Biológicas e Saúde do Brasil, a pesquisa foi apenas o início da carreira como pesquisadora da estudante. “Desenvolver uma pesquisa é uma caixa de surpresas, pois não sabemos o que encontraremos no desenrolar do projeto e isso é o que me fascina, as novas descobertas a cada etapa. Eu adoro pesquisa, é um trabalho que nos faz crescer acadêmica e pessoalmente. Não é uma área fácil, principalmente para mulheres, falta investimento. Por isso devemos aproveitar o ambiente universitário e nos impor cada vez mais para que nossa busca por conhecimento não seja interrompida”, explica a aluna.

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Fonte: Terra

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