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Insônia é fator de risco para doenças do coração e até Alzheimer

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Insônia

Como você dormiu a noite passada? Se você tem mais de 65 anos, espero que tenha sido melhor do que muitos outros da sua idade. Um estudo feito pelo Instituto Nacional de Envelhecimento dos Estados Unidos com mais de 9 mil americanos com idade acima de 65 anos revelhou que metade tem dificuldade de pegar no sono ou permanecer dormindo. Embora muitos outros acreditem gastar o número adequado de horas dormindo, reclamam de não se sentirem descansados após a noite de sono.

Estudos desenvolvidos pela Faculdade de Medicina da Universidade da Pensilvânia, também nos Estados Unidos, acompanharam ao ongo de anos mais de 1.700 homens e mulheres e constaram que o risco de desenvolver hipertensão era cinco vezes maior entre aqueles que dormiam menos do que cinco horas por noite, e três vezes e meia maior para aqueles que dormiam entre cinco e seis horas. Mas não há  aumento do risco entre aqueles que dormem regularmente seis horas ou mais. Da mesma forma, o risco de desenvolver diabete foi três vezes maior para as pessoas que dormiam pouco e duas vezes para os que dormiam entre cinco e seis horas por noite.

Veja também: https://panoramafarmaceutico.com.br/2019/03/20/narcolepsia-entenda-a-doenca-que-causa-sonolencia-excessiva/

As pessoas que sofrem de insônia muitas vezes reclamam que não conseguem se concentrar e focar em suas atividades e têm problemas de memória. Enquanto as evidências sobre o tema são inconsistentes, os estudos mostram que pessoas com insônia são mais propensas a ter uma performance ruim em testes de velocidade de processamento de informações, concentração e memória visual. Muitas pesquistas têm mostrado ainda que a insônia impacta na perfomance cognitiva, sendo um possível fator de risco para comprometimento moderado da cognição e demência.

Entre as razões para a alta taxa de sono de baixa qualidade entre as pessoas mais velhas inclui problemas médicos crônicos que causam dor ou sofrimento emocional, a necessidade de ir ao banheiro muitas vezes durante a noite, e outros fatores que necessitam cuidados que podem interromper a noite de descanso. Além disso, muitas pessoas quando despertam antes do amanhecer têm dificuldade de voltar a dormir.

Estresse como pano de fundoMuitos desses problemas têm relação com a maneira como o corpo reage ao estresse, que estimula a produção de substâncias como o cortisol, conhecidamente um estimulador que acaba causando insônia. As pessoas de meia idade são mais vulneráveis aos efeitos causandos por esses hormônios. Isso pode explicar porque pessoas mais velhas são mais propensas a sofrer com a dificuldade de dormir, explicam os especialistas Alexandros Vgontzas e Julio Fernandez-Mendoza, autores de um estudo sobre o tema na Current Psychiatry Reports.

Segundo a pesquisa, todas as pessoas com insônia experimentam um aumento na excitação proporcionada pelo cortisol durante o sono, o que pode explicar por que tantas pessoas reclamam que seu sono não é reparador, independentemente de quantas horas durmam.

Embora os estudos mostrem os riscos para pessoas mais velhas, especialistas afirmam que o problema não deve ser encarado como um fator “normal” do envelhecimento. De acordo com médicos, a quantidade de sono necessária varia de pessoa para pessoa e não há um padrão.

Entre as dicas para melhorar o sono, a ciência destaca a prática de exercícios físicos, ao ar livre, com a ressalva de que não devem ser feitos próximo da hora de dormir. É recomendável também evitar ingerir refeições pesadas próximo à hora do sono. Ler antes de dormir é um bom remédio, desde que não seja exposto à luz azul dos dispositivos eletrônicos, já que essa luminosidade atrapalha a produção de melatonina, hormônio ligado à sonolência.

Por fim, uma dica de ouro para impedir que preocupações invadam a noite de sono é deixar ao lado da cama um bloquinho e uma caneta para anotar compromissos ou ideias que você teme esquecer no dia seguinte. Pensar em cenas relaxantes também é uma opção.

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Fonte: Globo.com

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