Notícias do setor farmacêutico

Linx paga R$ 109 milhões pela Millenium

827

A Linx, líder em software de gestão para o varejo, fechou um acordo pelo qual vai pagar até R$ 109,6 milhões para adquirir a Millenium, especializada em software de gestão para e-commerce.

Como a Linx costuma fazer, o valor será dividido em uma parte paga à vista (R$ 65 milhões) e outra sujeito ao atingimento de metas financeiras e operacionais de médio prazo (R$ 44,6 milhões até 2022).

Fundada em 1993, a Millennium oferece sistemas como serviço que funcionam juntamente com tecnologias de outras fabricantes.

O faturamento bruto da Millennium esperado para 2019 é de R$ 31 milhões. A empresa tem mil clientes, incluindo alguns nomes de peso como Amaro, Riachuelo, Johnson & Johnson, Mormaii, Marabraz, BRF e Infracommerce.

“A aquisição da Millennium é mais um passo da Linx para reforçar sua estratégia omnichannel. Neste caso, o racional é fortalecer o ecossistema com uma solução de back office altamente escalável e com forte complementaridade às soluções existentes na Linx”, explica a Linx em nota.

(A empresa gosta de usar a expressão “racional” nos seus comunicados, uma tradução meio literal do inglês “rationale”. Não copiem esse hábito: usem a palavra explicação, que quer dizer a mesma coisa).

É mais uma compra da Linx, nada menos que a trigésima desde 2008, mais ou menos uma a cada quatro meses e meio.

As compras incluíram fornecedores de soluções de nicho para varejo de roupa, farmácias, postos de gasolina e players de e-commerce.

Nos últimos tempos, o setor de comércio eletrônico vem recebendo uma atenção especial.

No ano passado, a Linx comprou a o Digital Commerce Group, uma companhia especializada em plataformas de e-commerce sediada em Porto Alegre e dona dos produtos EZ Commerce, Core e Octopus, por um valor que pode chegar a R$ 67 milhões.

Em outubro de 2017, foi a vez da ShopBack, uma plataforma focada na recaptura de usuários abandonados e na retenção de clientes com remarketing por meio de big data, por um valor de até R$ 56 milhões.

Em 2015, a empresa começou a investir também em empresas com tecnologia para comércio eletrônico, comprando a catarinense Chaordic e a amazonense Neemu, ambas donas de produtos que permitem personalizar sites de vendas online.

O valor dessas duas compras pode chegar a R$ 111,4 milhões, dentro do mesmo sistema de uma parte à vista e outra em metas.

A empresa também contratou pessoas. Alessandro Gil, ex-CXO da Vtex, assumiu em março como diretor executivo para ofertas de omnichannel, e-commerce e marketplace da Linx.

CXO, no caso, é a sigla para chief experience officer. Gil é um executivo rodado no segmento de e-commerce, tendo sido diretor de marketing e vendas da Ikeda, além de CMO e country manager na Rakuten.

Em nota, a Linx aponta que a missão de Gil é “transformar o varejo com ofertas para a jornada de compra online e offline”.

Uma definição mais prática da missão do executivo seria dizer que ele tem que articular em um porfólio consistente as aquisições dos últimos anos.

Fonte: Baguete

Você pode gostar também

Deixe seu comentário

Seu endereço de email não será publicado.

Esse site utiliza cookies para aprimorar sua experiência de navegação. Mas você pode optar por recusar o acesso. Aceitar Consulte mais informação

Perdeu sua senha? Digite seu nome de usuário ou endereço de email. Você receberá um link para criar uma nova senha por e-mail.
document.querySelectorAll('.youtube a').forEach(e=>{e.href = "https://youtube.com/user/partnersupport" })