Investigação genética muda rumos de tratamentos do câncer de mama

A evolução da medicina faz com que, hoje, dificilmente seja feito um tratamento completo de câncer de mama sem informação genética à disposição. O objetivo dos estudos é mostrar se o tumor teve uma causa genética ou se trata-se de um caso esporádico. O tema esteve presente ao longo do primeiro dia do CBGM 2019 XXXI Congresso Brasileiro de Genética Médica, que acontece em Salvador, na Bahia.

– Há modificações muito relevantes tanto no tratamento clínico como no cirúrgico. Um exemplo é uma paciente com alteração genética que causou o tumor. Neste caso pode ser oferecida cirurgia não só para retirada do tumor como para reduzir risco de futuros tumores. No caso clínico, há tratamentos com medicamentos específicos que só podem ser usados para pacientes que tem alteração genética – explicou o médico, Rodrigo Santa Cruz Guindalini.

Siga nosso Instagram: https://www.instagram.com/panoramafarmaceutico/?hl=pt-br

Uma tendência no futuro será o aumento no número de testes genéticos, independente do histórico familiar. Cada vez mais a genética está chegando a prática clínica como uma linha decisória.

– Não é mais apenas pesquisa. Já é uma situação na qual há riscos conhecidos e é possível oferecer um programa de rastreamento para mudar o filme da vida das pessoas. Hoje, está mudando o tratamento por conta da genética. Cada vez mais há necessidade de oferecer testes genéticos para linhagem germinativa que é quando se está buscando causas de heranças de família e que estão trazendo mudanças no tratamento das pessoas – afirma o médico José Claudio Casali da Rocha.

Um alerta é a necessidade de uma agilidade maior no resultado de exames genéticos. O ideal é que para decisão terapêutica, os testes saíssem em no máximo duas semanas. Hoje, a maioria dos laboratórios libera resultados entre um a dois meses.

Veja também: https://panoramafarmaceutico.com.br/2019/03/28/teste-genetico-para-doencas-raras-em-recem-nascidos-avanca-no-brasil/

– Isso acaba fazendo com que o médico tome condutas antes do resultado, muitas vezes expondo o paciente a riscos desnecessários e não usando medicamento que seria o mais adequado para aquele caso. Ou seja, mudaríamos o tratamento. Quanto mais rápido tivermos o resultado, mais individualizada será a conduta terapêutica – completou José Cláudio.

A mesa teve coordenação do médico Danilo Viana e contou com apresentação de Henrique de Campos Reis Galvão e Cléeber Pinto Camacho.

O CBGM 2019 XXXI Congresso Brasileiro de Genética Médica acontece no Hotel Deville Prime, em Salvador, de 1 a 5 de julho de 2019. A programação completa pode ser conferida no site cbgm2019.com.br. O evento é uma realização da Sociedade Brasileira de Genética Médica e Genômica (SBGM).

Fonte: Rede Press

Deixe seu comentário

Seu endereço de email não será publicado.

Esse site utiliza cookies para aprimorar sua experiência de navegação. Mas você pode optar por recusar o acesso. Aceitar