1º EmergeLabs Eurofarma seleciona 16 projetos científicos

1º EmergeLabs Eurofarma seleciona 16 projetos científicos

O Programa EmergeLabs Eurofarma anuncia os 16 projetos científicos selecionados para sua primeira edição do programa de aceleração, que visa levar os projetos da bancada acadêmica para o mercado, com o compromisso de desenvolvimento do ecossistema de inovação e saúde.

Após avaliação de 70 projetos inscritos, considerando critérios como impacto, criatividade, audácia, atualidade e comunicação, os projetos escolhidos representam diversas universidades brasileiras, como USP (Universidade de São Paulo), UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), UFCG (Universidade Federal de Campina Grande), entre outras. As equipes selecionadas são compostas por professores, estudantes e pesquisadores de mestrado, doutorado ou pós-doutorado. Entre os projetos selecionados destacam-se pesquisas para novos fármacos, terapias e análises clínicas.

“Dos 16 participantes desta edição, 9 projetos são liderados por professores em conjunto com seus alunos, o que demonstra a alta qualificação, experiência e conhecimento técnico relacionado aos projetos de pesquisa. Estamos muito satisfeitos com os projetos selecionados, que têm alto potencial de fazer a transição da academia para o mercado com propriedade”, afirma Martha Penna, vice-presidente de Inovação da Eurofarma. “Buscamos oferecer os melhores mecanismos para ajudar estas equipes a desenvolverem seus projetos e, assim, se tornar realidade a chegada dos mesmos até o mercado”, completa Guilherme Rosso, presidente da Emerge.

Mentorias – Os membros dos projetos selecionados terão quatro rodadas de formação na FEA – USP, em São Paulo, incluindo mentorias que atendem e apoiam as necessidades específicas de cada equipe.

Camila Squarzoni Dale, bióloga, mestre e doutora pela USP, e hoje professora associada do Departamento de Anatomia do ICB da USP, no laboratório de neuromodulação de dor experimental, faz parte de um dos projetos selecionados. O projeto visa o desenvolvimento de novos analgésicos que têm como alvo interações proteína-proteína. Para ela, a primeira formação já ajudou seu time a identificar como realizar a translação do projeto acadêmico para uma realidade mercadológica. “Na verdade, o programa traz essa modificação, essa transformação da possibilidade de a gente olhar para o que estamos fazendo com a translação de verdade. É o que estamos aprendendo aqui”, disse.

Danilo Damasceno Rocha, farmacêutico, mestre e doutor pela UFC (Universidade Federal do Ceará), responsável técnico da Central de Imagens do Núcleo de Pesquisa e Desenvolvimento de Medicamentos – UFC e que realiza pesquisa científica na área de Oncologia Experimental, endossa o formato e conteúdo do Programa EmergeLabs Eurofarma. “Já conseguimos aprender, por exemplo, o que as empresas estão procurando. Temos a ideia de um plano inicial, mas estamos aprendendo o que pode ser pivotado, mudado, aprimorado, pensando lá no cliente final. Temos cabeça de cientistas e temos que olhar lá na frente, ter uma mudança de mindset”, enfatizou.

Veja abaixo a lista dos 16 projetos selecionados:

1) ZebraAdvances – Plataforma de rastreio toxicológico fenotípico em larga escala com modelo Zebrafish

2) CannRef-Brasil – Produção de material de referência certificado de canabinóides.

3) Limace – Antiviral de baixo custo contra infecção por Zika vírus

4) Smart 4D Vet Bioglue – Desenvolvimento de um scaffold biológico constituído de fatores de crescimento de células tronco

5) Hyla Biotechnology – Biossensor para diagnóstico precoce do Câncer

6) BioLambda – Terapia fotodinâmica antimicrobiana para tratamento de feridas infectadas

7) Asparaginase – BIOBREYER desenvolve fármaco antileucêmico: asparaginase baseada em design racional e nanotecnologia

8) ZikaLab – Diagnóstico diferencial de zika, dengue e chikungunya e co-infecções baseados em biomarcadores

9) Sistema Delivery – Sistema delivery de peptídeos baseado em encapsulamento específico baseado em domínios conservados.

10) Curativos com novo triterpeno – Curativos com α,β-amirenona, novo produto cicatrizante e antiinflamatório para lesões cutâneas

11) Papaína incorporada em nanomateriais mesoporosos com potencial aplicação cicatrizante – Aumentar a atividade enzimática, e permitir a liberação controlada de uma enzima cicatrizante.

12) Desenvolvimentosde novos farmacos para a dor na era da genômica

13) Desenvolvimento de materiais poliméricos para uso em saúde (Biomateriais)

14) Desenvolvimento de nanosistemas a base de biopolímeros para veiculação de proteínas

15) Desenvolvimento de novo fármaco para prevenção e tratamento da CAQUEXIA (doença de perda de músculo)

16) Desenvolvimento de um imunolipossoma contendo fármacos para o tratamento do câncer.

Evento final – Em 6 de agosto, acontecerá o último encontro do programa e a apresentação final dos projetos selecionados, denominado showcase. O evento será aberto a todo o público interessado e acontecerá na sede do Cubo do Itaú, em São Paulo, às 19h30. O evento apresentará aos presentes os projetos de base científica, que podem se tornar negócios para o ecossistema de empreendedorismo e inovação brasileiro como grandes empresas, ambientes de inovação, investidores e startups. Para mais informações, acesse: http://emerge.org.br/

Fonte: Redação Panorama Farmacêutico

Veja também: https://panoramafarmaceutico.com.br/2019/06/28/tecnologia-possibilitara-melhor-uso-da-biodiversidade-nacional-em-remedios/

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