Deixar de tomar segunda dose da vacina impulsiona surto de sarampo, diz infectologista

Infectologista Jean Gorinchteyn falou sobre a vacina contra o sarampo no Morning Show desta segunda (22)

Aconteceu no último sábado (20) o Dia D da vacinação contra o sarampo em São Paulo. Ao lado do Rio de Janeiro e Pará, o estado vive um surto da doença, considerada de baixo risco e que conta com vacina disponível na rede pública do país, mas feita em duas etapas.

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Tomar apenas a primeira dose da vacina não garante a imunização completa contra o sarampo, explicou o médico infectologista Jean Gorinchteyn durante entrevista ao Morning Show nesta segunda-feira (22).

“No ano passado foi feito uma campanha contra poliomelite e sarampo, mas a procura foi tão baixa que precisou ser estendida e chegou, em São Paulo, a atingir 106% da meta na primeira dose. A questão é que a segunda dose chegou só a 44% da meta. Só está adequadamente vacinado quem tem as duas doses”, esclareceu.

Além da falta da segunda dose, o médico disse que a desinformação também atrapalha. “As comunidades médicas têm se manifestado no sentido de fazer com que as pessoas tomem consciência de que vacinar é importante e da responsabilidade disso [para os seus filhos]. A vacina do sarampo diminuiu 20 milhões de mortes desde 1970, ela é sim uma forma de prevenção efetiva.”

Veja também: https://panoramafarmaceutico.com.br/2019/07/17/casos-de-sarampo-chegam-a-384-em-sao-paulo-campanha-de-vacinacao-e-prorrogada/

“É fundamental não só os pais serem responsáveis como, por outro lado, avaliarmos os horários para estender o atendimento na rede pública. Já que o posto fechar às 17h e não abrir aos sábados cria uma dificuldade dos pais levarem seus filhos para vacinar”, disse Gorinchteyn.

Fonte: Jovem Pan Online

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