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Log investe R$ 120 milhões em galpão no Sul de MG

A Log Commercial Properties, empresa do grupo MRV Engenharia especializada em aluguel de galpões e condomínios logísticos, alcançou resultados positivos no fechamento do semestre. Conforme balanço divulgado pela empresa, o lucro líquido ajustado mostrou alta de 18,5%, com os valores passando de R$ 24,28 milhões nos primeiros seis meses de 2018 para R$ 28,78 milhões em igual período de 2019.

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Presidente da Log, Sérgio Fischer ressalta que a empresa já finalizou neste ano 80 mil metros quadrados, sendo que no segundo semestre esse número vai aumentar, com projeção de entrega de mais 90 mil metros quadrados. Um novo empreendimento a ser entregue até o final do ano está em Extrema, no Sul de Minas, e irá atender a Dafiti, um dos maiores grupos de e-commerce de moda da América Latina.

A estrutura no Sul de Minas tem 75 mil metros quadrados e recebeu investimento de R$ 120 milhões da Log. Há ainda projetos em Uberaba (Triângulo Mineiro); em Contagem e em Betim (Região Metropolitana de Belo Horizonte), entre outros. O complexo Logístico planejado para ser construído no Barreiro, em Belo Horizonte, ainda está em fase de aprovação do projeto.

De acordo com o balanço da Log, no segundo trimestre de 2019 foram entregues 15,7 mil metros quadrados de Área Bruta Locável (ABL), atingindo 833 mil metros quadrados de ABL em junho. O planejamento de atingir 920 mil metros quadrados de ABL até o final do ano está mantido. O índice de vacância é de aproximadamente 5%.

Conforme Fischer, a empresa vem crescendo mesmo num cenário adverso da economia principalmente por duas ações. Uma delas é a entrega de galpões modulares, de forma a atender a demandas de empresas de diversos portes. Além disso, a Log vem atuando em áreas onde há demanda pela estrutura de galpões, mas a oferta é reprimida. A empresa tem unidades em todos os estados do Sudeste; no Paraná (Sul); Goiás (Centro-Oeste), Bahia, Sergipe e Ceará (NE).

O crescimento vem amparado também pelo avanço do e-commerce. Segundo o balanço, atualmente o e-commerce ocupa apenas 2,9% das operações da Log. Mas, na realidade, o percentual é mais robusto, pois há empresas enquadradas em outras categorias que utilizam os galpões para atender a lojas físicas e também a demandas via internet. Levantamento aponta que um de cada três players da empresa têm operações parcial ou totalmente ligadas ao e-commerce.

Da demanda da Log, atualmente, a maior parte vem da área de bens de consumo, com 18,3%. Em seguida vêm alimentos e bebidas (16%); farmacêutico (15,3%); Logística (9,2%); automobilístico e acessórios (7%); guarda documental (6,3%); roupas, calçados e acessórios (5,8%); beleza e estética (4,5%); e-commerce (2,9%); transporte (2,6%); utilidades domésticas (2,3%); construção civil e pesada (2,1%); outros (7,8%).

Fischer aponta que a redução dos juros que vem ocorrendo no País também beneficia o negócio, facilitando a negociação de dívidas e a captação de recurso para investimentos.

“A mudança brusca na macroeconomia, com inflação controlada e acesso a capital barato com a Selic a 6% está levando a uma alavancagem grande de margens da Log”, disse.

De acordo com o relatório, a empresa vem buscando alocação do capital considerando a forte demanda por condomínios Logísticos da Log. Em junho, foram assinados contratos de venda de ativos no com menor perspectiva de retorno no curto prazo, no total de R$ 57 milhões, sendo eles a participação no Shopping Contagem, definido em função da venda do mesmo ativo pela BR Mall, e terreno em Curitiba.

Resultados – Levando-se em conta o comparativo segundo trimestre 2019/segundo trimestre de 2018, a alta no lucro líquido ajustado foi de 16%, com os valores passando de R$ 14,04 milhões para R$ 16,31 milhões.

A receita operacional líquida atingiu R$ 30,9 milhões no segundo trimestre de 2019, com alta de 22% frente ao segundo trimestre de 2018 (R$ 25,3 bilhões). No comparativo semestral, a alta da receita operacional líquida foi de 20,8%, passando de R$ 50,4 milhões para R$ 60,89.

O Ebitda ajustado passou de R$ 20,4 milhões no segundo trimestre de 2018 para R$ 24,56 milhões em igual período de 2019, com crescimento de 20,4%. No semestre, a alta foi de 19,1%, passando de R$ 41,09 milhões em 2018 para R$ 48,95 milhões em iguais meses de 2019.

O FFO ajustado subiu de R$ 14,1 milhões no segundo trimestre de 2018 para R$ 16,49 milhões no segundo trimestre deste ano, crescimento de 17%. No comparativo semestral, a alta foi de 11,3%, tendo passado de R$ 26,2 milhões para R$ 29,13 milhões.

Fonte: Diário do Comércio

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