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Ex-diretor da Hypera Pharma vai depor em SP

Após a Procuradoria-Geral da República (PGR) pedir ao Supremo Tribunal Federal (STF) a anulação do acordo de colaboração premiada firmado em 2016 com Nelson José de Mello, ex-diretor de Relações Institucionais da Hypermarcas, atual Hypera Pharma, o ministro Edson Fachin marcou para 19 de setembro, em São Paulo, o depoimento do ex-executivo.

 

De acordo com a Procuradoria, Mello descumpriu o compromisso de dizer a verdade, apresentou informações falsas e omitiu crime relevante praticado por ele, além de deixar de entregar provas ao Ministério Público Federal.

 

Na decisão, Fachin relata que o delator afirmou às autoridades policiais que “omitiu a participação do acionista controlador (da Hypera Pharma) para preservar a imagem da empresa, com ações negociadas na Bolsa de Valores, e que havia procurado o Ministério Público para esclarecer o seu erro”.

 

Segundo Fachin, o ex-diretor “admite” que “certas circunstâncias” dos fatos narrados não constavam das declarações originais, e que foram somadas posteriormente, seja à Polícia Federal, seja em reunião com o Ministério Público Federal. “A seu sentir, desponta desse histórico que a colaboração prestada ‘é efetiva e importante, inexistindo interesse público na rescisão deste acordo.’”

 

Se o ministro aceitar o pedido de rescisão, Mello deve perder os benefícios da delação, que implicou políticos como o ex-senador Eunício Oliveira (MDBCE). Por outro lado, a PGR pede que a validade das provas apresentadas pelo colaborador seja mantida, na possibilidade de o acordo ser encerrado.

 

A reportagem entrou em contato com a defesa de Mello, mas não obteve retorno até a conclusão desta edição. Procurada pela assessoria, a Hypera Pharma disse que não irá comentar.

Fonte: O Estado de S. Paulo

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