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Exame da saliva pode permitir o diagnóstico precoce de Alzheimer

Alzheimer

Pesquisadores brasileiros querem comprovar que é possível detectar com antecedência a possibilidade de a pessoa desenvolver a doença de Alzheimer no futuro. Estudos iniciados em 2007 resultaram no desenvolvimento de um método inédito para o diagnóstico precoce de Alzheimer por meio de exame de saliva.

A pesquisa é coordenada pelo farmacêutico-bioquímico Gustavo Alves, doutor em biotecnologia que atua como professor e pesquisador no Centro Universitário do Senac. No pós-doutorado, na faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo em Ribeirão Preto, ele pretende, com a equipe de pesquisadores, confirmar os resultados promissores já alcançados até agora. “O estudo tem como base a avaliação da presença na saliva dos pacientes das proteínas beta amiloide e TAU. Essas proteínas estão relacionadas com o avanço e a progressão da doença de Alzheimer, que vai ocasionar um acúmulo delas no cérebro, no córtex, em outras regiões, e caracterizar o processo de perda de neurônios, de degeneração neuronal”, explica.

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Os pesquisadores, que estão em busca de apoio financeiro para avançar com os estudos e apresentar o trabalho em eventos internacionais, já conseguiram fazer a detecção do acúmulo de proteínas na saliva e correlacioná-la em pacientes com a doença. “Entretanto, ainda não é conclusivo porque carece de ampliar essa pesquisa para populações com idade inferior. Agora, vamos investigar em pessoas com idade abaixo de 60 anos. Mas já conseguimos comprovar que as pessoas que já têm Alzheimer apresentam essas proteínas na saliva”, afirma o farmacêutico.

Segundo a Associação Brasileira de Alzheimer (Abraz), a doença é uma enfermidade incurável que se agrava ao longo do tempo, mas pode e deve ser tratada. É caracterizada pela perda de funções cognitivas (memória, orientação, atenção e linguagem), o que é causado pela morte de células cerebrais. O diagnóstico precoce poderia levar a uma antecipação do tratamento. “Já se sabe que essas proteínas começam a se acumular no cérebro das pessoas com Alzheimer aproximadamente 30 anos antes dos primeiros sintomas. Consequentemente, se nós conseguíssemos desenvolver um diagnóstico preditivo, que fosse feito precocemente, daria tempo do indivíduo ser medicado,  ter comportamentos, padrões e estilo de vida que pudessem atenuar o avanço da doença”.

De acordo com Gustavo Alves, as indústrias farmacêuticas também têm pesquisado novas moléculas para o tratamento do Alzheimer, algumas já em fase final de estudo. A expectativa é finalizar a coleta de material e a leitura dos exames até o primeiro semestre de 2020. Os resultados da pesquisa chegaram a ser apresentados na Conferência internacional de Alzheimer em Toronto, em 2016, Chicago, em 2018, e, neste ano, em Los Angeles.

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Fonte: CFF

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