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Cientistas criam protetor solar sustentável à base de castanha de caju

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Cientistas da Universidade de Witwatersrand, em Johannesburg, na África do Sul, desenvolveram um protetor solar que ajuda na preservação do meio ambiente feito a partir das cascas da castanha de caju.

Com a colaboração de cientistas da Alemanha, Malásia e Tanzânia, eles têm usado as cascas de castanha de caju para produzir ingredientes com potenciais promissores para a fabricação de protetores solares mais sustentáveis.

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A castanha de caju comestível é apenas uma parte da fruta, que é envolta em uma casca dura que fica abaixo do pseudofruto (polpa). Uma vez extraída a castanha comestível, as cascas são normalmente descartadas.

A pesquisa, que buscou trazer uma utilidade sustentável para esse resíduo, descobriu que alguns compostos criados a partir do líquido do caju tinham qualidades similares de absorção de raios UV para ingredientes comerciais de proteção solar, como a oxibenzona.

Quatro dos produtos químicos criados satisfizeram os requisitos para pesquisas futuras, além de serem “estabilizadores de emulsão”, característica que poderia torna-los mais fáceis de misturar em produtos finais.

Em um comunicado, o professor Charles de Koning, da Escola de Química da Universidade, explicou que a equipe de “cientistas verdes” tinha como objetivo “encontrar uma maneira de produzir novos absorvedores de UV a partir de castanhas de caju como um recurso não-comestível de carbono biorrenovável”, para afastar-se de produtos químicos que usavam combustíveis fósseis em sua produção.

Embasada em estudos recentes que mostram que alguns dos protetores solares estavam sendo absorvidos na corrente sanguínea dos usuários, a FDA (Food and Drug Administration, siga em inglês) anunciou que iria apertar as regulamentações desses produtos a partir deste verão.

Veja também: https://panoramafarmaceutico.com.br/2019/08/21/rede-hiperfarma-inaugura-lojas-em-palmeira/

Além da preocupação com a saúde dos consumidores, a vigilância nos protetores solares está maior porque são normalmente fabricados a base de petroquímicos e têm baixa biodegradabilidade, afetando também a vida marinha.

Testes adicionais serão realizados para observar o impacto desse novo filtro solar na saúdehumana e na vida marinha para que possa ser aprovado para uso em produtos comerciais.

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Fonte: Globo.com

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