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Fraudes causaram mais de R$ 1,8 bilhão em prejuízos

Uma pesquisa nacional realizada pela CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas) e pelo SPC Brasil (Serviço de Proteção ao Crédito) mostrou que mais de 12 milhões de brasileiros sofreram algum tipo de fraude financeira nos últimos 12 meses. Os principais casos envolvem o não recebimento de produtos, clonagem de cartão, e um produto ou serviço diferente do especificado venda. Os prejuízos chegam a R$ 1,8 bilhão.

O estudo mostra que, em muitos casos, a fraude foi cometida após perda de documentos pessoais, fator citado por 24% dos entrevistados. Também há casos de fraude após roubo ou furto, citado por 21%, perda de cartão de crédito ou débito, citado por 18%, e fornecimento acidental de dados por telefone ou pela internet, citado por 13%. Entre aqueles que forneceram informações acidentalmente, 40% cadastraram seus dados em sites falsos de promoção, 39% se inscreveram em suposta vaga de emprego, 22% realizaram compra em site falso sem perceber, 21% receberam um contato telefônico de uma pessoa se passando por funcionário da instituição financeira, 18% receberam notificação falsa para quitação de débito e 18% receberam falso e-mail de banco ou empresa pedindo atualização de dados cadastrais ou bancários.

“O comércio eletrônico tem crescido consistentemente no Brasil, em grande medida, devido a uma combinação entre diversidade, preços competitivos, comodidade e segurança nos mais diversos segmentos de consumo. Entretanto, muitas pessoas não tomam os cuidados necessários nas transações online o que contribui para que sejam enganadas. São comuns, por exemplo, ofertas com valor muito abaixo da média praticada no mercado, o que já mostra um indício de que pode ser se tratar de tentativa de golpe”, alerta o presidente da CNDL, José Cesar da Costa.

O valor médio de prejuízo é de R$ 478. As vítimas de fraudes financeiras estão distribuídas quase que igualmente entre mulheres (53%) e homens (47%), com média de idade de 37 anos. Pouco menos da metade reside no Sudeste (47%) e 23% estão no Nordeste.

Considerando os canais mais comuns para a ocorrência de fraudes, destaca-se a liderança das lojas online (54%). Na sequência aparecem os bancos (9%), as lojas físicas pequenas (8%), as lojas físicas de grande porte (8%) e as financeiras (6%). Em relação ao não recebimento de produtos comprados, os itens mais mencionados são eletrônicos (35%), seguidos de roupas, calçados e acessórios (31%), cosméticos e perfumaria (13%), eletrodomésticos (12%) e artigos infantis (9%).

Fonte: Folha do Oeste

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