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Caxumba volta a assustar em várias regiões devido à baixa vacinação

A caxumba voltou a assustar os brasileiros em várias regiões do país. E, assim como no sarampo, o aumento de casos da doença está relacionado à queda da vacinação.

Quase ninguém mais ouvia falar de caxumba. Nem a coordenadora tributária Juliana Moraes de Souza que, aos 31 anos, acabou contraindo o vírus: “Quando a médica me disse que eu estava com caxumba, eu falei ‘não, doutora, isso deve ser provavelmente uma gripe, algum tipo de infecção que eu peguei. Caxumba ninguém mais tem hoje em dia. Não existe mais caxumba basicamente'”

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Tem sim. A caxumba ficou muito tempo desaparecida, mas, segundo o Ministério da Saúde, voltou a assustar os brasileiros por causa da imunização que tem atingido níveis abaixo do índice recomendado, que é de 95%.

Em alguns estados como Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Bahia, Piauí e São Paulo, esse percentual de crianças vacinadas não chega a 75%. A vacina contra a caxumba é chamada tríplice viral, a mesma que protege contra sarampo e rubéola.

“Há cerca de dois, três anos, o Brasil tem alertado que estavam ocorrendo quedas nas coberturas vacinais – até em crianças, já que em adultos essas quedas são mais tardias; a gente sempre teve uma adesão menor – e, com isso, a gente fica vulnerável. Para controle de qualquer doença imunoprevenível, é importante elevar as coberturas vacinais”, afirma Michela Dias Barcelos, gerente de imunização.

A caxumba não é uma doença de notificação compulsória, isso significa que os municípios não precisam informar as autoridades estaduais e federal sobre os casos registrados. Mas, no estado de São Paulo, já foi possível identificar a seguinte situação: os grupos com maior incidência dessa doença são formados por adolescentes e jovens. Pessoas que, na maioria das vezes, não atualizaram a carteirinha de vacinação.

A caxumba é uma doença que atinge as glândulas salivares. Os principais sintomas são: febre, dor na face e aumento do volume dessas glândulas na região da mandíbula. Ela também pode provocar dor no corpo e na cabeça. Nas complicações mais graves, podem ocorrer inflamações no pâncreas e nas meninges, que envolvem o cérebro. No caso das mulheres com mais de 15 anos, essa infecção atinge os ovários; e, nos homens, os testículos.

“O sinal cardial da caxumba é a papeira, é o aumento da parótida. Mas esse indivíduo, sete dias antes de ter esse sinal cardial que fala ‘ah, tem caxumba’, já está transmitindo o vírus”, alerta Irineu Maia, infectologista da Famerp.

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O estudante Ryan Victor Anoni Ferreira ficou doente há poucos dias: “Foi desconfortante. Ficava bastante inchado e doía bastante mesmo”.

Na escola onde ele estuda, a Secretaria de Saúde precisou fazer o chamado bloqueio vacinal, para que mais ninguém fique doente. “Nós estamos o tempo todo atentos a atestados, às indicações que os pais fazem para todos nós e, imediatamente entramos em contato com a equipe de Saúde“, conta Sílvia Regina Rodrigues, diretora de escola.

Fonte: Jornal Nacional

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