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Fabricante de opioides chega a acordo de US$ 3 bi

APurdue Pharma e seus proprietários, membros da bilionária família Sackler, chegaram ao primeiro grande acordo, ainda provisório, com advogados representantes dos governos de milhares de municípios, estados e associações dos Estados Unidos, que processam a empresa farmacêutica pelos problemas causados pela dependência em medicamentos opioides.

 

Se confirmada, a decisão será um marco no longo esforço para obrigar a empresa —cujo medicamento Oxycontin é visto como um dos detonadores da crise— e os Sacklers a reconhecerem a morte de centenas de milhares de pessoas por dependência e overdose, além dos enormes custos ao sistema de saúde.

 

Detalhes do acordo ainda não foram definidos, mas, segundo pessoas envolvidas nas negociações, haveria um pedido de falência. Uma nova empresa seria formada e continuaria a vender o Oxycontin e outros remédios, mas os lucros seriam revertidos para pagar as vítimas. A Purdue Pharma também doará medicamentos, ainda em desenvolvimento, para o tratamento de dependência e reversão de overdoses.

 

A família Sackler pagará US $ 3 bilhões em dinheiro em sete anos. Mas o acordo não inclui uma admissão de culpa. Em um comunicado, a companhia afirmou: “A Purdue Pharma continua a trabalhar com as partes para chegar a uma solução no caso dos opioides, oferecendo bilhões de dólares e remédios vitais para reversão de overdose em comunidades em todo o país afetadas pela crise”.

 

Mas como o acordo provisório está aquém do que alguns procuradores estavam buscando, eles disseram que continuarão atrás dos Sacklers. Nas últimas semanas, talvez em antecipação às fortalezas legais construídas pela família para guardar sua fortuna, que a Forbes estima em cerca de US$ 13 bilhões, mais estados, incluindo Virgínia, Novo México e Delaware, entraram com processos. Os estados usaram uma série de táticas legais na esperança de ganhar um pagamento maior dos Sacklers e forçá-los a sair completamente do ramo farmacêutico.

 

Advogados que defendem a medida disseram que preferem chegar a um entendimento com a Purdue a enfrentar a incerteza de litígios prolongados, sem garantia de um resultado melhor.

 

O acordo ocorre apenas seis semanas antes do início do primeiro julgamento diante do juiz federal de Cleveland, Dan Polster, que recentemente emitiu duras decisões prévias contra os acusados — fabricantes de medicamentos além de distribuidores e varejistas.

 

Os medicamentos opioides têm efeitos semelhantes aos do ópio e são muito viciantes, mas esses riscos não eram claramente indicados aos pacientes, provocando crises de dependência com mortes, superdosagens e casos de abstinência neonatal.

Fonte: O Globo

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