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Rastreabilidade de medicamentos: chegou a hora do Blockchain?

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O Blockchain é a tecnologia que está por trás do Bitcoin e é ela que permite que possa acontecer a transferência da moeda virtual em uma estrutura pública e distribuída através da internet.

 

A tecnologia funciona usando algoritmos em uma rede distribuída que registram transações usando blocos imutáveis de dados que quando alterados, quebram toda a cadeia subsequente, inviabilizando assim a alteração dos registros. Além dessa característica, a outra bem marcante é que tudo isso funciona literalmente de forma descentralizada, sem um ponto único de controle na rede. Todos os participantes da rede têm acesso aos mesmos dados momentos após o seu registro.

 

Atualmente existem duas formas de utilização mais conhecidas do Blockchain, uma é a que está por trás do Bitcoin, que é suportado por uma rede pública de nós, onde virtualmente qualquer pessoa pode registrar bitcoins. A outra são o que chamamos de redes permissionadas, que são nada mais do que redes privadas onde só participam nós conhecidos e autorizados a pertencer à rede.

 

As redes permissionadas estão sendo muito usadas por empresas privadas para a troca de informações e registro de transações seguras que precisam ser conhecidas ou verificadas pelos seus membros. Atualmente essas iniciativas estão bastante concentradas no mercado financeiro mas a verdade é que o Blockchain pode ser usado em praticamente qualquer coisa que pode ser digitalizada, veja bem, eu disse digitalizada, não eletrônica!

 

De onde surgiu a ideia?

Já faz algum tempo que venho estudando o Blockchain para tentar aplicá-lo à Rastreabilidade de Medicamentos e de acordo com o meu conhecimento em Rastreabilidade, acho que nós ainda não estamos preparados para usá-lo para rastrear unidades de medicamentos na cadeia de suprimentos. Atualmente já temos modelos implementados mundialmente que usam protocolos proprietários dos governos de cada país e para todas as outras situações já temos o EPCIS da GS1.

 

Digitalizar unidades de medicamentos registrando-as como “Assets”, realmente seria fantástico, mas na minha opinião, a quantidade de exceções e erros que temos hoje na cadeia de suprimentos fariam do Blockchain um vilão e não um aliado.

 

Apesar disso, passei a acreditar realmente que o Blockchain como tecnologia pode resolver outro problema, o de comunicação horizontal na cadeia de suprimentos.

 

O Problema

Hoje com a lei 13.410, que é a lei da Rastreabilidade no Brasil, na ANVISA vai ter um banco centralizado onde todos os participantes devem registrar suas transações relacionadas aos IUMs fabricados e movimentados. Isso vai permitir que a ANVISA tenha um registro histórico de cada medicamento fabricado no Brasil, sabendo quando ele foi produzido, quando ele foi vendido e até mesmo quando ele foi dispensado para o consumidor.

Fonte: DOIS MAIS FARMA

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