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Mulher medicava gestantes com remédio de uso veterinário

Mulher medicava gestantes com remédio de uso veterinário em esquema de aborto em BH Presa em flagrante no início de setembro, universitária de 37 anos quase matou uma cliente grávida de oito meses e seu bebê

Uma estudante de Jornalismo de 37 anos foi presa em flagrante em setembro. A mulher realizou mais de 200 abortos durante três anos, em mulheres grávidas de até sete meses. Os procedimentos feitos custavam entre R$ 3 mil a R$ 8 mil, de acordo com o estágio de gestação.

A autora fazia uso de medicamentos veterinários que necessitam de administração rigorosa nos animais. Os abortos eram feitos em 24 hotéis confortáveis da capital mineira e recebiam mulheres de todo o país e do exterior.

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A acusada se passava por enfermeira e foi presa durante o atendimento de duas mulheres. Ambas estavam prestes a tomar remédios abortivos.

Ela foi solta após 21 dias de prisão sob alegação de que precisava cuidar do filho de seis anos. Ela responde ao processo em liberdade.

Segundo a Polícia Civil de Minas Gerais, houveram inúmeros casos, incluindo um malsucedido que resultou em hospitalização em estado grave da mãe e do bebê.

Segundo revelou o delegado Emerson Moraes ao programa Fantástico, a universitária ministrava nas grávidas uma medicação injetável, frequentemente utilizada no meio veterinário para dilatar as tetas de vacas para ordenha.

Obstetras ouvidos pela reportagem ressaltam que os remédios, além de não serem adequados para uso humano, eram administrados em dosagens altíssimas, visando obtenção de rápido resultado.

Em áudios de WhatsApp obtidos pelos investigadores, a mulher explicou por que preferia realizar os procedimentos em hotéis. “O meu atendimento é seguro para a paciente justamente por cauda disso também. Em hotel, tem o seu registro de entrada. Qualquer coisa que acontecer comigo ou com você, ou com qualquer pessoa, a família consegue encontrar”.
A mulher também ostentava uma vida de luxo com roupas de até R$ 2 mil.

Investigação
As apurações sobre o caso começaram em junho deste ano, quando a polícia recebeu denúncias de posts em redes sociais oferecendo o serviço. Depois de identificar a acusada, os investigadores receberam áudios de WhatsApp com as negociações.

Dentro do quarto de hotel em que foi localizada foram encontradas cinco cartelas de comprimidos abortivos no valor de R$ 500 a R$ 800 cada drágea, remédios para dor, anestésicos, gazes e seringas, além de 11 vidros da medicação injetável de uso veterinário.

As duas gestantes encontradas no momento do flagrante tinham, na época, entre 2 e 3 meses de gravidez. A primeira estava com R$ 4 mil para o pagamento do serviço. A segunda, com R$ 5,5 mil. Em depoimento, elas informaram que tomariam os remédios para expelir o feto em casa.

Na casa da autora, a polícia achou mais 30 vidros do remédio injetável, R$ 12 mil em espécie, além de comprimidos.

Mais de 25 mulheres foram identificadas, qualificadas e intimadas a depor. Se provado que essas clientes concluíram o procedimento, elas estão sujeitas a pena de 1 a 4 anos de prisão.
Ela foi presa por cometimento de aborto com consentimento da gestante, cuja punição prevista é 1 a 4 anos de detenção, e também por depósito de medicação de uso proibido, considerado crime hediondo e com pena prevista de 10 a 15 anos de prisão.

*Com informações Estado de Minas  

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Fonte: Jornal da manhã

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