Notícias do setor farmacêutico

Eurofarma e Knight Therapeutics disputam a Biotoscana

A Advent e a gestora Essex estão em conversas avançadas para a venda do controle da Biotocana.

A Eurofarma e a farmacêutica canadense Knight Therapeutics apresentaram propostas e uma decisão deve ser tomada nas próximas semanas, segundo três fontes ouvidas pelo Brazil Journal (https://www.instagram.com/braziljournal/). Uma dessas fontes afirma que a Eurofarma está mais à frente no processo. Se confirmada, a transação deve desencadear uma oferta pública de aquisição (OPA) para as ações que estão no mercado.

 

Desde que estreou na Bolsa, há pouco mais de dois anos, a Biotoscana teve um desempenho trágico: o papel saiu a R$ 26,50 para despencar pela metade logo em seguida. Hoje, negocia na casa dos R$ 8, perto da mínima histórica. O bloco de controle da companhia detém 51,7% do capital, dividido entre a Advent (27,7%), a Essex (16,9%) e um grupo de executivos (7,1%). A companhia vende medicamentos de alta complexidade para doenças como câncer, AIDS e hepatite C. Em vez de desenvolver as drogas, a companhia apenas compra licenças de medicamentos de grandes grupos farmacêuticos que não veem a América Latina como um mercado prioritário e vai atrás das aprovações regulatórios para vender os medicamentos. Após a estreia na Bolsa, no entanto, a companhia deu prejuízo, perdeu a licença de medicamentos relevantes e sofreu brutalmente com a desvalorização cambial na Argentina, que representa quase um terço de suas vendas.

 

Depreciada, a empresa passou a despertar o interesse de grandes grupos farmacêuticos. Seu principal charme: sem precisar investir em pesquisa, a margem bruta é mais alta que a média do setor. “A Biotoscana é uma empresa que tem um potencial incrível dentro de casa, com produtos e pipeline já assinados – além de um valor de plataforma gigantesco que pode ser destravado ao longo do tempo”, diz uma fonte próxima à companhia. “Esse ativo, na mão de um estratégico, vale muito dinheiro”. A Blau chegou a propor uma troca de ações, o que permitiria sua listagem na Bolsa num ‘IPO reverso’, mas as negociações não foram adiante porque os controladores da Biotoscana queriam cash.

 

Outro player que demonstrou interesse inicial foi a DNA Capital, veículo de investimentos da família Bueno. A firma se junto a Roberto Guttmann, um dos acionistas e conselheiro da Biotoscana, e, segundo uma fonte próxima das negociações, indicou que poderia fazer uma oferta mais agressiva se tivesse tempo para uma due diligence mais profunda. O prazo para as ofertas, no entanto, não foi estendido.

Fonte: BRAZIL JOURNAL

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