Notícias do setor farmacêutico

Nova diretora-gerente do FMI vê desaceleração global sincronizada

316
FMI
Kristalina Georgieva, do FMI: muro de Berlim digital divide tecnologias globais. Foto: Andrew Harrer/Bloomberg

A nova diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), a búlgara Kristalina Georgieva, tomou posse ontem e alertou em seu discurso inaugural que a economia global está em uma desaceleração sincronizada e que, se a situação piorar, pode exigir uma resposta coordenada das autoridades globais.

Georgieva disse que, há dois anos, a economia global crescia de forma sincronizada, mas agora existe uma desaceleração conjunta, com mais de 90% dos países perdendo força este ano. Segundo ela, na próxima semana, quando for divulgado seu relatório ?World Economic Outlook?, o FMI deve reduzir suas projeções de expansão para este ano e o próximo.

Siga nosso Instagram: https://www.instagram.com/panoramafarmaceutico/?hl=pt-br

Georgieva apontou que o crescimento está perdendo força em países desenvolvidos, como EUA, Japão e zona do euro, e que em grandes emergentes, como Índia e Brasil, a desaceleração é ainda mais acentuada.

Os motivos, disse ela, são diversos. O primeiro deles é a tensão comercial entre EUA e China. ?No passado, nós falamos sobre os perigos das disputas comerciais. Agora, nós vemos que elas já estão cobrando um preço?, afirmou. Ela ressaltou que, em uma guerra comercial, todos perdem, e que com uma economia global conectada, muitos outros países devem em breve começar a sentir os impactos dessas disputas.

Georgieva afirmou que, ainda que a economia global se recupere em 2020, as disputas comerciais podem deixar marcas que afetarão o mundo por vários anos. Ela menciona a existência de um ?muro de Berlim digital?, que força os países a escolher entre diferentes sistemas tecnológicos. A diretora-gerente do FMI indicou que, considerando os efeitos secundários de perda de confiança e reação dos mercados, as disputas comerciais podem tirar US$ 700 bilhões da economia global até 2020, o que equivale a 0,8% do PIB mundial.

Ela ressaltou que é preciso trabalhar em soluções duradouras para essas disputas, o que inclui lidar com subsídios, direitos de propriedade intelectual e transferência de tecnologia. Georgieva também ressaltou a importância de estimular o comércio global. ?A chave é melhorar o sistema, não abandoná-lo?

A chefe do FMI propôs um plano baseado em quatro pilares para promover um crescimento global mais resiliente. O primeiro é o uso sensato da política monetária, ou seja, manter juros estimulativos, não descuidando da estabilidade financeira. Ela lembrou que muitas partes do mundo já vivem com juros negativos e disse que isso traz efeitos colaterais ruins.

Veja também: https://panoramafarmaceutico.com.br/2019/09/19/ocde-reduz-projecoes-para-a-economia-global-e-ve-crescimento-mais-fraco-em-uma-decada/

O segundo pilar é a política fiscal, em países onde há espaço no orçamento. Ela citou nominalmente Alemanha, Holanda e Coreia do Sul. A terceira prioridade é implementar reformas estruturais para elevar a produtividade e aumentar o crescimento potencial. O quarto pilar é aumentar a cooperação internacional.

Fonte: Valor Online

Você pode gostar também

Deixe seu comentário

Seu endereço de email não será publicado.

Esse site utiliza cookies para aprimorar sua experiência de navegação. Mas você pode optar por recusar o acesso. Aceitar Consulte mais informação

Perdeu sua senha? Digite seu nome de usuário ou endereço de email. Você receberá um link para criar uma nova senha por e-mail.