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Banco Central reduz Selic a 5% e renova mínima histórica

O Banco Central (BC) anunciou ontem um novo corte na taxa básica de juros. Em decisão unânime do Comitê de Política Monetária (Copom), a Selic caiu de 5,5% para 5% ao ano.

Desde dezembro de 2017, os juros vêm renovando as mínimas históricas. Ou seja, a Selic está novamente no menor patamar desde que passou a ser utilizada como instrumento de política monetária, em 1999. Esse foi o terceiro corte anunciado na gestão do presidente Jair Bolsonaro (PSL).

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O resultado da reunião confirmou a expectativa de todos os analistas consultados pela agência Bloomberg, que era um corte de 0,5 ponto percentual nos juros, conforme já vinha sendo indicado pelo BC desde o último encontro do Copom, em setembro.

O ciclo atual de corte de juros começou em julho, quando a taxa estava em 6,50% ao ano, logo após a aprovação da reforma da Previdência na Câmara.

A expectativa dos analistas é de outra redução dos juros, para 4,5% ao ano, na reunião do Copom marcada para os dias 10 e 11 de dezembro. Algumas instituições projetam que a Selic possa chegar a 4% no início de 2020.

A nova rodada de cortes da taxa básica se dá em um contexto de fraco de crescimento da economia, inflação abaixo da meta, desemprego elevado e queda de juros em países desenvolvidos e emergentes.

Fed – O ciclo de corte de juros é uma tendência mundial frente ao cenário de desaceleração da economia global. Ontem, o Fed, banco central americano, cortou a taxa básica de juros dos Estados Unidos em 0,25 ponto percentual. A redução veio em linha com a expectativa do mercado e deixou o juro do país na faixa de 1,5% e 1,75% ao ano. Este é o terceiro corte seguido na taxa.

No Brasil, o BC tem condicionado os cortes à continuidade da agenda de reformas, o que tem contribuído para a queda do risco país e evitado uma alta mais elevada do dólar. A cotação da moeda perdeu força e voltou a fechar abaixo de R$ 4 ontem.

A depreciação recente do real em relação à moeda norte-americana é um dos riscos para a política monetária. Em seus comunicados, o BC tem indicado que a alta do dólar para um patamar de até R$ 4,10 não impede que a inflação fique abaixo da meta neste ano e no próximo.

Apesar dos cortes na Selic, o desempenho da economia segue errático e mesmo com a redução dos juros no segmento imobiliário outras linhas de crédito continuam com taxas elevadas.

A Selic chegou a 7,25% em 2012, no governo Dilma Rousseff, mas voltou a subir durante a gestão da petista. No governo Michel Temer, os juros atingiram a mínima de 6,50% ano.

Setores – Em nota enviada à imprensa, o presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), Flávio Roscoe, considerou a decisão pelo novo corte adequada, mas chamou a atenção para a importância da continuidade da agenda reformista por parte do governo federal e da flexibilização monetária.

“O ambiente externo é marcado por taxa de juros e inflação muito baixas nas principais economias, favorecendo o fluxo de capitais para economias emergentes, como o Brasil.  A continuidade da flexibilização monetária é esperada pela indústria para fortalecer o processo de recuperação das economias brasileira e mineira, para viabilizar investimentos e para gerar emprego e renda”, destacou.

Para o presidente da Associação Comercial e Empresarial de Minas (ACMinas), Aguinaldo Diniz Filho, o anúncio do comitê indica um ambiente macroeconômico em nível confortável e visa a estimular a economia.

“A manutenção dos estímulos monetários objetiva impulsionar o consumo, os investimentos e a geração de emprego. Hoje, a economia brasileira está estagnada e o mercado de trabalho cresce timidamente. Além disso, as instituições financeiras estão repassando morosamente as reduções da Selic para os clientes”, ponderou Aguinaldo Diniz Filho.

O presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL-BH), Marcelo de Souza e Silva, avalia a terceira redução seguida como positiva e acredita no seu potencial para incentivar o mercado.

“Para os setores de comércio e serviços, a queda dos juros é imprescindível para melhorar as condições de acesso ao crédito para consumidores e lojistas e, com isso, estimular as vendas. Pois, mesmo com o cenário econômico melhor quando comparado aos últimos anos, com os principais indicadores macroeconômicos apresentando melhora, o ritmo de crescimento da atividade econômica continua lento e longe do ideal para uma retomada efetiva da economia”, afirmou. (Com informações da Folhapress)

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Fonte: Diário do Comércio

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