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Software que minera genoma em micróbios promete remédios mais tech

Uma grande barreira para o avanço da ciência é a dificuldade de cruzar informações entre bancos de dados já existentes e aproveitar esse conhecimento gerado. Em busca de novos antibióticos e agentes que beneficiam o corpo humano, biólogos computacionais da Universidade Carnegie Mellon, em Pittsburgh, desenvolveram um software de alta velocidade capaz de identificar moléculas bioativas. Tais moléculas conseguem modificar organismos vivos através de uma espécie de mineração de genoma. A nova ferramenta, batizada de MetaMiner, consegue então identificar essas moléculas de modo 100 vezes mais rápido que os métodos anteriores.

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Em duas semanas de estudos, a invenção possibilitou a descoberta de sete moléculas bioativas até então desconhecidas pela comunidade científica, presentes na natureza, como no intestino humano e na Estação Espacial Internacional, segundo um artigo publicado na revista Cell Systems. A obtenção desses resultados sem a ajuda computacional provavelmente levaria décadas, afirma a pesquisadora Hosein Mohiman.

Várias formas de micróbios

Alguns micróbios produzem moléculas que protegem seu hospedeiro e, portanto, são fontes de matéria prima para remédios. Além disso, podem incrementar a indústria alimentícia, por exemplo.

No entanto, as comunidades de micróbios consistem em centenas ou milhares de tipos diferentes, com milhões de produtos moleculares, e cada micróbio tende a morrer rapidamente se removido individualmente para estudo, o que inviabiliza muitas pesquisas. Dessa forma, identificar moléculas que possam originar novos medicamentos e isolar os micróbios que as produzem é algo cientifica e extremamente difícil.

É nessa hora que entra a nova ferramenta. Com a mineração de genoma, os pesquisadores examinaram esses agrupamentos e buscam perceber quais moléculas eles produzem. “É como olhar para uma linha de montagem de automóveis e determinar que tipo de carro vai sair dali”, compara Mohiman. Para isso, o método criado busca correspondências entre os bancos de dados de DNA de micróbios e os bancos de dados que identificam produtos moleculares, fazendo um match point perfeito. Dessa forma, só são analisadas pelos pesquisadores as combinações mais acertadas, o que acelera as novas descobertas. O resultado disso é a criação de potenciais remédios com background cada vez mais tecnológicos e inovador.

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Fonte: Technanet

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