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Novo tratamento para mieloma múltiplo é aprovado no Brasil

Foi aprovada mais uma indicação para o medicamento daratumumabe no Brasil. A partir de agora, pacientes recém-diagnosticados com mieloma múltiplo e que sejam inelegíveis ao transplante autólogo de medula óssea poderão se beneficiar do tratamento de daratumumabe em combinação com lenalidomida e dexametasona (D-Rd).

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A aprovação foi baseada em dados do estudo clínico fase 3 – MAIA, que avaliou eficácia e segurança do uso de daratumumabe com lenalidomida e dexametasona (D-Rd) vs lenalidomida e dexametasona (Rd) em 737 pacientes com idades entre 45 e 90 anos (idade média de 73 anos), inelegíveis ao transplante autólogo de medula óssea. Em 2,5 anos de mediana de acompanhamento, 70,6% dos pacientes do grupo daratumumabe (D-Rd) não apresentaram progressão da doença ou morte.

“Com esta nova aprovação, será possível que pacientes recém-diagnosticados com mieloma múltiplo tenham controle adequado da doença por muito tempo, com a melhor sobrevida livre de progressão que já vimos nos últimos anos. Além disso, essa nova combinação também traz um ganho significativo na qualidade de vida dessas pessoas”, afirma Fabio Lawson, diretor médico da Janssen Brasil.

O daratumumabe é um anticorpo monoclonal igGk humano direcionado ao CD38, proteína altamente presente nas células do mieloma. Seu mecanismo de ação multifacetado ataca direta e indiretamente o tumor, reestabelecendo o sistema imune do paciente, o que pode contribuir para respostas rápidas, profundas e duradouras.

O daratumumabe é um medicamento imuno-oncológico desenvolvido pela Janssen (da Johnson & Johnson).

Sobre o mieloma múltiplo

O mieloma múltiplo é um tipo de câncer do sangue que representa de 15% a 20% das malignidades hematológicas em todo o mundo.

Atualmente, cerca de 7,6 mil brasileiros sofrem anualmente pela enfermidade, que é crônica e incurável, com maior incidência em pessoas acima de 50 anos.

Os sintomas são, em geral, dores ósseas, cansaço, baixa imunidade que predispõe a infecções e alterações renais.

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A maioria desses sintomas representa queixas corriqueiras que chegam aos médicos que atendem pacientes idosos. Por esse motivo, o paciente leva tempo para chegar ao hematologista.

As reações adversas mais frequentes do consumo da substância são fadiga, náusea, diarreia, constipação, febre, dispneia, tosse, neutropenia, trombocitopenia, anemia, edema periférico, astenia, neuropatia sensorial periférica e infecção do trato respiratório superior.

Fonte: PEBMED

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