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Estatinas e osteoporose: proteção e risco dependem da dose

Médicos encontraram pela primeira vez uma conexão entre a dosagem de medicamentos para baixar o colesterol – estatinas – e o diagnóstico de osteoporose.

Em doses baixas, as estatinas podem proteger contra a reabsorção óssea. Porém, quanto maior a dosagem dos medicamentos para baixar o colesterol, maior é a probabilidade de osteoporose.

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Baseando-se em uma análise de 7,9 milhões de pacientes da Universidade Médica de Viena (Áustria), esta é mais uma demonstração cabal do antigo ditado de que a diferença entre o veneno e o remédio está na dose.

Maior a dosagem, mais forte o efeito

“Nos grupos com doses mais baixas, houve menos casos de osteoporose do que o esperado,” aponta a pesquisadora Alexandra Kautzky-Willer. Em doses de até 10 miligramas das estatinas lovastatina, pravastatina, sinvastatina ou rosuvastatina, os cientistas descobriram menos diagnósticos de osteoporose em comparação com pacientes sem terapia com estatinas.

“Com doses de 20 miligramas ou mais, no entanto, a maré parece mudar. Encontramos mais casos de osteoporose em pacientes tratados com sinvastatina, atorvastatina e rosuvastatina do que o esperado,” completou Kautzky-Willer.

E o efeito cresceu com a dose, ou seja, quanto maior a dosagem de estatinas, maior foi o risco de desenvolvimento da osteoporose.

A tendência também persistiu após controlar os dados para fatores de risco para osteoporose, como idade, excesso de peso e outras condições pré-existentes. A correlação foi observada em ambos os sexos.

Polêmica das estatinas

As estatinas estão entre os medicamentos mais prescritos em todo o mundo, apesar das muitas controvérsias envolvendo seu uso. Elas reduzem o colesterol alto em metade dos pacientes e demonstraram alguma redução no risco de doenças cardiovasculares.

Menos pesquisadas são as complicações relacionadas à ingestão de estatinas, como uma possível influência na reabsorção óssea patológica (osteoporose).

Veja também: https://panoramafarmaceutico.com.br/2019/08/27/colesterol-brilhante-ajuda-a-monitorar-doencas-cardiacas/

“As estatinas inibem a síntese do colesterol no fígado. Isso reduz o colesterol no sangue. No entanto, o colesterol é crucialmente importante para muitos processos no corpo,” detalha o professor Michael Leutner, coordenador do estudo. Entre outras coisas, o colesterol é um componente básico para a produção de hormônios sexuais, como estradiol e testosterona.

Outros estudos já apontaram que as estatinas reduzem a gordura boa no corpo e aumentam o risco de Parkinson, tornando o uso das estatinas uma faca de dois gumes.

Fonte: Informa Paraíba

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