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Monitor personalizado

Usando a tecnologia de impressão 3D, uma equipe de pesquisadores, liderada por Arda Gozen e Yuehe Lin, da Escola de Engenharia Mecânica e de Materiais da Washington State University (WSU), nos Estados Unidos, desenvolveu um monitor de glicose com estabilidade e sensibilidade muito melhores do que as fabricadas pelos métodos tradicionais. “Nosso sensor será usado como um dispositivo vestível para substituir picadas dolorosas nos dedos. Como essa é uma técnica não invasiva e sem agulha para monitoramento de glicose, será mais fácil para monitoramento de glicose em crianças”, explicou Yuehe Lin.
De acordo com os cientistas envolvidos no projeto, a novidade pode garantir melhores modelos de supervisão de glicose, de acordo com o perfil biológico de cada doente. “Por usar impressão 3D, o sistema é mais personalizável. Em outras palavras, esse tipo de tecnologia pode permitir a fabricação de biossensores especificamente para o paciente”, destacou Arda Gozen.
Os pesquisadores usaram um método chamado DIW, que envolve a impressão de tintas a partir de bicos de impressoras para criar designs complexos e precisos em pequenas escalas, imprimindo um material em nanoescala para criar eletrodos flexíveis. A técnica desenvolvida pela equipe da WSU permitiu uma aplicação precisa do material, resultando em uma superfície uniforme, o que aumentou a sensibilidade do sensor.

Segundo os pesquisadores, os sensores impressos em 3D se saíram melhor ao captar sinais de glicose do que os produzidos tradicionalmente. Especialistas têm trabalhado para desenvolver eletrônicos flexíveis e vestíveis que possam se adaptar à pele dos pacientes e monitorar a glicose a partir da análise de fluidos corporais. Porém, para construir esses sensores, os fabricantes utilizam métodos como a fotolitografia ou serigrafia, que possuem desvantagens como, por exemplo, a necessidade do uso de produtos químicos nocivos e o alto valor monetário gasto para o processamento deles além do desperdício, o que os torna quase inviáveis de ser utilizados.

“Como a impressão 3D usa apenas a quantidade de material necessária, também há menos desperdício no processo do que os métodos de fabricação tradicionais, o que reduz o custo financeiro”, explicou Gozen.
A partir de agora, o foco da pesquisa, publicada na revista acadêmica Analytica Chimica Acta, consiste em  integrar os sensores a um sistema empacotado que possa ser usado como um dispositivo vestível para monitoramento de glicose a longo prazo.“Para uso em larga escala, os biossensores impressos precisarão ser integrados aos componentes eletrônicos em uma plataforma vestível. Os fabricantes poderão utilizar os mesmos bicos de impressora 3D usados para imprimir os sensores eletrônicos e outros componentes de um dispositivo vestível, ajudando a consolidar os processos de fabricação e a reduzir ainda mais os custos”, acrescentou Arda.

Fonte: Correio Braziliense

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