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Secretário do Ministério da Saúde defende choque de gestão para financiar terapias

O secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde, Denizar Vianna, disse que para possibilitar a cobertura das novas terapias avançadas o Brasil precisa de um “choque de gestão”. A declaração foi feita durante o “Fórum de Terapias Gênicas/Avançadas: Geração de Valor na Jornada do Paciente do Sistema de Saúde”, realizado pelo Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos (Sindusfarma) e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), em Brasília.

“Se não mudarmos o modelo de financiamento existente hoje, não vamos conseguir financiar as terapias inovadoras”, disse o secretário. Tratamentos de doenças raras e ultrarraras vem sendo revolucionados por terapias gênicas e celulares, que são possíveis atualmente graças aos avanços da genética e da biotecnologia.

Com isso, novas perspectivas de cura são abertas para pacientes e médicos. Entretanto, os custos dos tratamentos ainda são elevados, o que abre também a necessidade de um debate aprofundado sobre as formas de avaliar, financiar e incorporar essas terapias aos sistemas de saúde público e privado no Brasil.

Outras lideranças do setor também compartilham a opinião do secretário. Para William Dib, presidente da Anvisa, é necessário assegurar o acesso a esses novos tratamentos. “É preciso encontrar um termo de ajuste em que todos saiam ganhando, para a população poder obter esse tratamento com segurança e qualidade”, disse, referindo-se à precificação das terapias.

Nelson Mussolini, presidente executivo do Sindusfarma, afirmou que a terapia gênica é um passo para o futuro, mas reconheceu que torná-la acessível não é uma questão fácil e exigirá muito debate. “Precisamos definir como os governos vão tratar dessa nova forma de salvar vidas, de recuperar pessoas e trazê-las para o ambiente produtivo”, afirmou. “Digo sempre que medicamento é investimento, não pode ser olhado pelo Estado como despesa; é muito melhor ter pessoas produtivas do que em hospitais”.

O presidente da Ultragenyx, Edson Paixão, concorda com o executivo. Para ele, a terapia gênica é o futuro da medicina, mas que já está bem presente. “Já existem alguns medicamentos que utilizam essa tecnologia e muitos outros com pesquisas avançadas. Neste cenário, o papel da indústria não é somente desenvolver novas soluções terapêuticas, mas também buscar formas sustentáveis de promover o acesso à essas inovações”.

Uma das companhias que se destaca nesse cenário de inovação, é a Ultragenyx – uma startup biofarmacêutica. Fundada há menos de 10 anos, é comprometida em levar aos pacientes novos produtos para o tratamento de doenças raras e ultrarraras, com foco nas genéticas graves e debilitantes.

A empresa rapidamente construiu um portfólio diversificado de terapias aprovadas e candidatos a produtos destinados a tratar enfermidades com alta necessidade médica não atendida, ou seja, às que não dispõem de terapias aprovadas. “Não é um desafio simples nem fácil, mas se temos a capacidade de mudar a vida das pessoas, por meio de tecnologias tão complexas como a gênica, precisamos também mudar nosso olhar para esse tema tão relevante para quem realmente se beneficia de todo esse longo e complexo processo: os pacientes”.

Participaram do fórum gestores públicos, médicos, pesquisadores nacionais e internacionais, parlamentares e lideranças em saúde, que compartilharam suas experiências e discutiram os diversos aspectos relativos ao tema, como regulação, pesquisa clínica, diagnóstico, financiamento e sustentabilidade.

Fonte: GR News

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