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Técnica de cirurgia de coração sem radiação

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Uma nova técnica com o uso de imagens tridimensionais eliminou a exposição à radiação em um tipo muito comum de cirurgia no coração.

José Moreau Louzeiro é técnico de som e o ouvido apurado não demorou a perceber que o som do próprio coração estava diferente: batia fora do ritmo. “Pausas de 4,5 segundos. É a sensação de que você não vai voltar. Dá soquinho no coração, dormi algumas noites sentado, respirando. É infernal”, conta.

Há dois anos, ele fez uma cirurgia para curar a arritmia, um procedimento minimamente invasivo chamado ablação. Os médicos introduzem cateteres no coração para cauterizar e eliminar o foco da arritmia e fazer o ritmo cardíaco voltar ao normal. Para identificar o ponto exato onde o procedimento precisa ser feito, eles se guiam pelas imagens do raio X. Durante a cirurgia, o paciente fica exposto à radiação.

“Através da exposição a esse raio X, é possível visualizar o movimento dos cateteres no interior das cavidades do coração”, explica o cardiologista Eduardo Saad.

Mas as palpitações do José voltaram e, há cinco meses, ele teve que encarar a sala de cirurgia outra vez. Só que o procedimento foi com um método novo, sem o uso do raio X.

A diferença é que as imagens do coração do paciente são produzidas com outra tecnologia. Um cateter mapeia o órgão e cria uma imagem em 3D, com todas as estruturas, e o outro gera imagens de ultrassom. A técnica elimina os riscos de uma exposição prolongada à radiação. Não só para o paciente, mas também para a equipe médica.

A equipe do JN acompanhou uma cirurgia numa paciente com arritmia cardíaca. A primeira diferença para o método convencional é que, agora, ninguém precisa usar os protetores de radiação. Os aventais pesados de chumbo ficam de fora, pendurados no cabide. Sem o raio X, a equipe médica conta com as imagens que são produzidas pelos cateteres dentro do coração. Eles funcionam como os olhos do cirurgião.

“Ali eu estou vendo as estruturas, as câmaras cardíacas em tempo real, a anatomia real”, mostra o cirurgião.

O Rio de Janeiro é um dos pioneiros no uso dessa técnica. Por enquanto, essa cirurgia é feita em poucos hospitais no país. “É um método que depende, para que ele seja expandido para a grande parte da população que é submetida a esse tipo de cirurgia, é preciso um treinamento especifico dos médicos – uma curva de aprendizado -, porque é como se fosse uma mudança de plataforma”, destaca o cardiologista.

José já não precisa mais tomar remédios: o coração está afinadíssimo. “Coração perfeito, acabei de fazer um holter, está ok e é isso. Está 100%”, afirma.

Fonte: Jornal Nacional

Veja também: https://panoramafarmaceutico.com.br/2019/12/24/cientistas-apontam-a-importancia-de-preservar-os-ossos-desde-a-infancia/

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