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Terapia diminui risco de morte em pacientes com mieloma múltiplo

Terapia com carfilzomibe, da Amgen, junto com dexametasona e daratumumabe, uma potente combinação para pacientes expostos e/ou refratários a lenalidomida, apresentou sobrevida livre de progressão significativa, com redução de 37% no risco de progressão ou óbito em pacientes com mieloma múltiplo recidivado ou refratário. A novidade foi apresentada durante o 61º congresso anual da Associação Americana de Hematologia (ASH).

Os resultados são do estudo CANDOR, de fase 3, que avaliou o uso do medicamento carfilzomibe em combinação com dexametasona e daratumumabe para tratamento de pacientes com mieloma múltiplo recidivado ou refratário. A combinação também atendeu os principais endpoints secundários, como taxa de resposta global de 84,3%, e resposta negativa para doença residual mínima de 12,5% aos 12 meses – 10 vezes maior em relação aos pacientes tratados apenas com a terapia padrão.

A pesquisa clínica faz parte da união das farmacêuticas Amgen e Janssen. “O estudo CANDOR respalda o potencial da combinação de carfilzomibe e daratumumabe para o tratamento do mieloma múltiplo. As novas informações sobre o estudo CANDOR demonstram a eficácia da união das duas terapias, tornando-as uma alternativa inovadora para os pacientes recidivados ou refratários”, comenta a Dra. Tatiana Castello Branco, diretora médica da Amgen Brasil.

O mieloma múltiplo é um câncer hematológico incurável, caracterizado por um padrão recorrente de remissão e recaída no quadro do paciente. É uma doença rara e que representa aproximadamente 1% de todos os tipos de câncer. No mundo, cerca de 160 mil pessoas são diagnosticadas com mieloma múltiplo a cada ano e 106 mil mortes de pacientes são relatadas anualmente. O mieloma múltiplo acomete, principalmente, pessoas a partir dos 70 anos de idade, porém, é cada vez mais comum em pacientes diagnosticados abaixo dessa faixa etária.

No Brasil, a doença é um grande desafio para os pacientes e profissionais de saúde, especialmente, pela dificuldade do diagnóstico precoce da doença. A doença pode ser assintomática ou ter sintomas agressivos como dores e fraturas ósseas, além do cansaço excessivo, que podem ser confundidos com outras patologias. Uma pesquisa realizada pela ABRALE (Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia) com 200 pacientes de mieloma de todo o Brasil identificou que 44% dos entrevistados tiveram dificuldades para receber o diagnóstico, sendo que 29% demoraram até um ano para receber o diagnóstico definitivo.

Fonte: Redação Panorama Farmacêutico

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