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Vacina contra tuberculose pode ser mais eficaz se injetada na veia

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Cientistas fazem testes de BCG intravenosa - Zinkevych/iStock

Um estudo realizado em macacos mostrou que a vacina contra a tuberculose talvez funcione melhor se for injetada na veia, e não logo abaixo da pele. A pesquisa foi liderada por cientistas da escola de medicina da Universidade de Pittsburgh e do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas (EUA), e publicada no periódico Nature, na quarta-feira (1).

Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), a tuberculose mata mais pessoas em todo o mundo do que qualquer outra doença infecciosa. Por esse motivo, os pesquisadores decidiram testar em primatas a eficácia da BCG, que previne contra as formas graves da doença, como a meningite tuberculosa e a tuberculose miliar.

No estudo, em comparação com a administração intradérmica ou em aerossol, a imunização intravenosa induziu substancialmente mais respostas de células do sistema imunológico contra o antígeno.

Seis meses após a vacinação com BCG intravenosa, os macacos foram expostos a grandes quantidades da bactéria causadora da doença. O resultado foi notável: nove em cada dez animais foram altamente protegidos.

Vacina na veia é possível?

A BCG é feita a partir de uma forma viva e enfraquecida das bactérias da tuberculose encontradas no gado. A vacina é muito segura, tanto que é recomendada para recém-nascidos.

No Brasil, ela está disponível em qualquer posto de saúde e seu esquema de vacinação corresponde à dose única o mais precocemente possível, preferencialmente nas primeiras 12 horas após o nascimento, ainda na maternidade.

A administração da vacina é feita na região do músculo, na face externa superior do braço direito. O uso do braço direito tem por finalidade facilitar a identificação da cicatriz em avaliações da atividade de vacinação.

Segundo os cientistas do estudo em questão, entretanto, a BCG não protege adolescentes ou adultos contra infecções pulmonares, a forma que mata a maioria das vítimas de tuberculose. Por isso eles estão estudando outras formas de imunização.

Sobre a versão intravenosa, os autores acham possível. Uma vacina experimental contra a malária aplicada dessa maneira foi administrada com sucesso a centenas de crianças na África, disseram eles. Portanto é teoricamente possível.

O problema é que essa versão de aplicação da BCG ainda é experimental e testada apenas em animais. Ainda são necessários testes rigorosos de segurança antes que as bactérias vivas pudessem ser injetadas nas correntes sanguíneas humanas.

Fonte: UOL

Veja também: Aprovação de medicamentos para doenças raras cresce 90%

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