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Inflação médica deverá aumentar 15% em 2020

Estudo da consultoria global Aon estima que a inflação médica, que mensura os preços dos serviços médico-hospitalares, deve ficar em 15% neste ano, para um índice geral de 4,1% previsto pelo Fundo Monetário Internacional (FMI).

Em 2019 o Brasil fechou o ano em 17%, taxa é cinco vezes o IPCA, que mede a inflação em toda a economia. O levantamento mostra que o país é o quarto no mundo com a maior distorção na inflação da saúde, ficando atrás apenas da Costa do Marfim, Uganda e Malásia.

As empresas de saúde privada atribuem a persistência dos altos custos ao envelhecimento da população, que demanda mais procedimentos, e à incorporação de novas tecnologias.

As operadoras usam essa justificativa para defender mudanças nas regras do setor, incluindo menos obrigações e mais liberdade para repassar a alta dos custos para as mensalidades. Já os especialistas apontam falhas na operação dos planos que também aumentam os custos.

Um dos problemas é a forma de remunerar hospitais e clínicas que atendem os segurados. Os prestadores do serviço recebem por procedimento, não por paciente. As operadoras dizem que isso incentiva procedimentos além do necessário e deixam para elas pouca margem para evitar o repasse do custo para as mensalidades.

Fonte: Redação Panorama Farmacêutico

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