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Afinal, o que é criptografia e para que ela serve?

A cada conversa iniciada no WhatsApp, o aplicativo avisa: “as mensagens e chamadas desta conversa estão protegidas com criptografia de ponta a ponta”. Mas o que é essa tal de criptografia? E faz alguma diferença ela ser de “ponta a ponta”?

Pode parecer coisa de filme a ideia de que todas as suas conversas precisam ser feitas “em código”, transformando o texto que você envia em algo incompreensível para a leitura humana.

Mas a criptografia faz exatamente isso: ela embaralha todo o conteúdo que você envia usando uma fórmula (o “algoritmo”) e uma chave secreta.

Criptografar a comunicação na internet é indispensável. Enquanto as antigas redes de telefonia e até as entregas de correspondência sempre foram controladas por poucos, a internet cresceu graças à facilidade com que novos provedores e redes podiam se integrar a ela.

Ou seja, a internet é um lugar onde estamos sempre “falando com estranhos”. E, como não sabemos exatamente quem pode estar no meio de uma conexão, usamos a criptografia para dispensar a necessidade de confiança total na rede.

Além da internet, a criptografia também é uma excelente ferramenta para controle de identidade. É ela que torna possível o e-CPF e o e-CNPJ, validando as assinaturas eletrônicas dos certificados digitais. Também é provável que seu celular esteja protegendo todos os seus dados e aplicativos com criptografia, vinculando uma chave ao desbloqueio da tela.

Por que conversar ‘em código’ na internet?

Embora a criptografia tenha sido usada desde o início em algumas atividades da internet (serviços financeiros e compras, por exemplo), a ação de hackers tem justificado o uso dela em cada vez mais serviços. Brasileiros passam 90% do tempo de navegação em sites com criptografia, segundo dados do Google.

O motivo é fácil de entender: ela resolve 3 problemas ao mesmo tempo. São eles:

1.Identificar as partes da comunicação. Um impostor não pode se passar por outra entidade em uma comunicação criptografada sem roubar a chave criptográfica, o “segredo” que alimenta a fórmula criptográfica para embaralhar o conteúdo.

Quando um site usa criptografia, isso diz ao seu navegador que ele está conectado ao site verdadeiro que reside no endereço acessado.

A mesma situação ocorre no WhatsApp, quando ele avisa que o “código de segurança” de um contato mudou: pode ser que seu amigo tenha trocado de telefone ou reinstalado o app, mas pode ser que a conta do WhatsApp dele tenha sido roubada.

Como o criminoso não tem a chave original, ele é obrigado a cadastrar uma chave nova, alertando todos os contatos sobre esse acontecimento.

2.Impedir “grampos” e espionagem. Como os dados trafegam “em código”, um invasor não consegue ver o conteúdo da transmissão, mesmo que controle o canal por onde ela passa.

3.Detectar adulterações e mensagens corrompidas. A comunicação criptografada, quando sofre alterações, não será mais decifrada de forma limpa e correta. Isso permite detectar conexões que tenham sofrido interferência, seja ela intencional (por causa de um ataque) ou acidental (erros de rede).

Fonte: O Globo

Veja também: Google perto de atingir valor de US$ 1 trilhão

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