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Brasil é o país que mais produz lixo eletrônico na América Latina

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Estima-se que, até 2050, o mundo produzirá cerca de 120 milhões de toneladas de lixo eletrônico. Ao calcular, anualmente, o valor da produção de lixo eletrônico global o resultado já supera a casa dos US$ 62,5 bilhões, o que corresponde mais que o PIB de vários países, conforme relatório divulgado pela Plataforma para Aceleração da Economia Circular (Pace) e pela Coalizão das Nações Unidas sobre Lixo Eletrônico.

O Brasil é quem lidera a posição de produtor de lixo eletrônico na América Latina, ocupa o 7º lugar nesse ranking, ficando atrás de China, Estados Unidos, Japão, Índia, Alemanha e Reino Unido. O País gera, em média, 1,5 milhão toneladas, por ano. Apesar do acúmulo de rejeitos ser expressivo, o que mais assusta é a forma como esses resíduos são tratados: apenas 3% do lixo eletrônico brasileiro é coletado para ser reciclado ou descartado de maneira adequada.

Preocupada com esse contexto e com os problemas ambientais acarretados pelos rejeitos, a Associação das Empresas de Tecnologia da Informação de Minas Gerais (Assespro-MG) atua, desde 2012, para conscientizar as empresas de TI e toda a comunidade mineira sobre a necessidade do descarte correto de eletrônicos.

“Acreditamos que a Assespro-MG tem um papel fundamental em relação a sustentabilidade, e através de sua representatividade, buscamos trabalhar a conscientização não somente das empresas de TI, mas de toda a sociedade. Caso a devida atenção não seja dada para esse assunto, em um futuro breve, teremos um dano ambiental enorme”, enfatiza o vice-presidente de comunicação e marketing da Assespro-MG, Fernando Santos.

Um dos problemas críticos está relacionado à falta de locais reservados exclusivamente para o descarte apropriado de lixo eletrônico. Dados da Organização Internacional do Trabalho (OIT) apontam que menos de 20% desse lixo é reciclado de maneira formal no mundo. Já os outros 80% são depositados em aterros ou reciclados informalmente, causando a exposição direta de trabalhadores a metais pesados, boa parte deles com substâncias cancerígenas.

“A Assespro-MG ciente dessa grande dificuldade e procurando, cada vez mais trabalhar de forma eficiente em relação à sustentabilidade, estabeleceu uma parceria com a empresa BH Recicla, pois entende que pode contribuir ao ser um ponto focal de descarte de lixo eletrônico na capital mineira”, ressalta Fernando Santos.

Acordo – Cumprindo com sua capilaridade em nível nacional, a Federação Assespro, juntamente com outras entidades representativas do setor e o Ministério do Meio Ambiente, assinou o Acordo Setorial de Logística Reversa de Eletroeletrônicos que responsabiliza as empresas pelo recolhimento de lixo eletrônico. A obrigatoriedade passa a valer a partir de 2021. “Esta participação é fundamental não só para fortalecer ainda mais nossa representatividade, mas demonstra nossa preocupação com um assunto tão relevante. Nós, da Assespro, estamos atentos a pautas que são cruciais para os cidadão e que podem causar impacto de maneira geral para a sociedade”, destaca Santos.

Fonte: Diário do Comércio

Veja também: Brasileiros criam um ‘Ibovespa’ das criptomoedas

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