Notícias do setor farmacêutico

Grande parte dos inadimplentes é de aposentados

180

Uma grande parte dos aposentados costuma aparecer na lista dos cidadãos que não estão conseguindo pagar as dívidas em dia, os inadimplentes. E esses mesmos brasileiros também são vítimas frequentes de abusos financeiros.

“Se eu posso ajudar por que vou falar não?”, pergunta a professora aposentada Isabel Cristina dos Santos.

É pensando assim que muitos idosos, já aposentados, socorrem parentes que precisam de dinheiro.

Isabel já foi professora, trabalha como cozinheira e ainda teve que pegar dois empréstimos para ajudar os dois filhos. Só tem um problema:

“Na hora de pegar o dinheiro na mão é fácil, na hora de pagar que é o duro”.

Um drama familiar parecido com o de vários outros aposentados no país. A crise e o desemprego fizeram disparar a quantidade de idosos com dívidas em atraso. Enquanto a inadimplência em geral subiu quase 3,5%, nos últimos 12 meses, entre os idosos a taxa triplicou. Hoje, mais de um terço da população acima de 60 anos está com o nome sujo na praça. São quase dez milhões de pessoas.

O economista Luiz Rabi, da Serasa Experian, explica:

“Foi justamente quando o desemprego subiu muito forte na economia brasileira. Isso gerou perda de renda de praticamente todas as famílias brasileiras e os idosos dessas famílias tiveram que, de alguma forma, socorrer emergencialmente aquela situação”.

A promotora Cláudia Beré, que cuida dos direitos dos idosos em São Paulo, alerta que eles também são vítimas de golpes e abusos financeiros.

O último dado do Disque 100, que recebe denúncias de violação de direitos humanos, registrou mais de 21 mil queixas envolvendo idosos. Quase 40% eram abusos financeiros cometidos por parentes ou pessoas próximas que conquistam a confiança do idoso para explorá-lo economicamente.

A recomendação é que, para evitar esse problema, o idoso aprenda a dizer não quando a ajuda para a família não couber no orçamento.

“Como vou comprometer as minhas finanças para ajudar o parente? Aí o parente fica fora da inadimplência e inadimplente fico eu?”, pergunta a promotora.

Isabel mora de aluguel e um dos filhos, no apartamento que ela comprou. Mas não perde a esperança de se livrar das dívidas. Afinal, o filho agora arrumou um trabalho.

“Acho que este ano ele vai se estabilizar e não vai precisar depender tanto do meu recurso. Então acho que este ano vai fluir tudo melhor. Eu creio”.

Fonte: Jornal Nacional

Veja também: Cadastro Positivo é aberto para consultas

Siga nosso Instagram

Você pode gostar também

Deixe seu comentário

Seu endereço de email não será publicado.

Esse site utiliza cookies para aprimorar sua experiência de navegação. Mas você pode optar por recusar o acesso. Aceitar Consulte mais informação

Perdeu sua senha? Digite seu nome de usuário ou endereço de email. Você receberá um link para criar uma nova senha por e-mail.
document.querySelectorAll('.youtube a').forEach(e=>{e.href = "https://youtube.com/user/partnersupport" })