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Remédio contra obesidade pode aumentar risco de câncer

Um estudo realizado pela agência federal dos Estados Unidos, Food and Drug Administration (FDA), identificou que o medicamento Belviq, usado para o controle do sobrepeso, pode aumentar o risco de câncer. A conclusão foi publicada nesta terça-feira, dia 14. A notícia foi veiculada pelo portal UOL.

O Belviq é comercializado no Brasil desde 2016, por meio de um contrato de licença exclusivo firmado pela Eurofarma e pela fabricante Eisai.  O teste realizado com aproximadamente 12 mil participantes revelou que mais usuários do cloridrato de lorcasserina hemi-hidratado (nome científico) foram diagnosticados com câncer em comparação com os que usavam o placebo, um tratamento inativo. No comunicado, a agência informa que a causa da doença ainda é incerta e que não podem concluir que o remédio contribua para a incidência da doença, entretanto, desejam conscientizar o público sobre esse risco potencial.

O órgão ainda continuará avaliando os resultados e comunicará conclusões e recomendações finais ao término da revisão. Ainda de acordo com a FDA, quem faz uso do medicamento deve conversar com o médico sobre esse risco, a fim de tomar a melhor decisão sobre seu tratamento.

A droga havia sido aprovada pelo governo norte-americano em 2012. Na época, a FDA exigiu que a Eisai realizasse um estudo clínico randomizado, duplo-cego (quando nem o examinado nem o examinador sabem que serão utilizados no estudo) e controlado por placebo para avaliar o risco de problemas relacionados ao coração.

Fonte: UOL e Redação Panorama Farmacêutico

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