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Pague Menos busca corrigir rota para retomar crescimento

Depois de uma forte atuação em expansão, abrindo uma loja a cada três dias entre 2014 a 2017, as Farmácias Pague Menos perderam ritmo de crescimento. A taxa de endividamento líquido (ajustado) foi a seis vezes no fim de 2019, segundo a agência de rating Fitch, apesar de a empresa não confirmar o número. As informações são do jornal Valor Econômico.

Segundo fontes ouvidas pela publicação, economia fraca, concorrência agressiva, falhas de gestão e a saída do fundador Francisco Deusmar de Queirós, preso em 2018 por crime contra o sistema financeiro, criaram um cenário desfavorável. Em 2017, o aumento da rivalidade entre redes do varejo farma no Nordeste fez a Pague Menos perder vendas nas lojas mais antigas (com mais de um ano). Em 2018, o volume acumulado caiu 4% e, no acumulado de 2019, a empresa deve reportar nova retração.

A rede também sentiu a concorrência e entrou em guerra de preços para defender seu mercado. No Nordeste, que concentra mais de 600 pontos de venda do total de 1,1 mil do grupo, a Pague Menos perdeu 1,6 ponto de margem bruta, para 29%. No começo de 2018, tinha 21% do mercado no Nordeste. Em setembro de 2019, o share foi para 19,8%. No período, a fatia da RD passou de 5% para 8%.

De acordo com a reportagem, a Pague Menos espera que, em 2020, o resultado das lojas mais antigas volte a acelerar, contribuindo para sustentar o caixa. Fontes do setor apontam maior tolerância a lojas que tinham desempenho ruim por alguns anos, para segurar o ponto, o que foi um erro. E a decisão de estocar mais produtos em 2018, superando 100 dias em estoque na época, não elevou tanto a receita e fez a empresa acumular produto de giro baixo. Com isso, foi obrigada a incinerar quase R$ 20 milhões em produtos que estavam com data vencida.

Também foi em 2018 que Francisco Deusmar de Queirós, com 57% das ações da Pague Menos, foi condenado pela Justiça. O plano de abrir o capital em bolsa, que já não estava tão firme, acabaram suspensos. Condenado a 9 anos e 2 meses, o empresário foi transferido para o regime semiaberto após três meses. Neste mês de janeiro, o Tribunal Regional Federal da 5ª Região alterou a tipificação para crime contra o mercado de capitais e a pena caiu a dez meses. Queirós foi afastado, deixando o cargo de presidente do conselho de administração para o filho Mário de Queirós, atual CEO.

Fonte: Redação Panorama Farmacêutico

Leia também: https://panoramafarmaceutico.com.br/2019/10/23/pague-menos-lanca-marca-eco-de-produtos-veganos/

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