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Anvisa aprova remédio para tratar tumores como o de Ana Maria Braga

Anvisa aprova primeiro biossimilar oncológico da Pfizer

Foi aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) o primeiro biossimilar oncológico da Pfizer no Brasil, o Trazimera (trastuzumab-qyyp). A medicação é recomendada para os pacientes com tumores que apresentam alta expressão de HER-2, como o câncer de mama, metástase gástrica ou adenocarcinoma, o mesmo diagnosticado na apresentadora Ana Maria Braga.

O adenocarcinoma é um dos tipos de tumores mais comuns nos cânceres do pulmão. Afeta as células glandulares do órgão e representa cerca de 30% dos casos. Segundo especialistas, a presença da proteína HER-2 aumenta a agressividade e piora o prognóstico do tratamento.

A proteína HER-2 se apresenta em 15% a 30% dos casos de câncer de mama. O trastuzumab-qyyp pertence à classe de anticorpos monoclonais (mab) e conta com um anticorpo idêntico para combater a causa da doença, neste caso, um inibidor de HER-2.

Nesta segunda-feira (27), a apresentadora Ana Maria Braga revelou que está em tratamento contra um câncer no pulmão. “É um adenocarcinoma, o nome científico dele, semelhante aos outros, mas que é mais agressivo e não é passível de cirurgia ou de radioterapia”, disse a apresentadora que enfrenta pela terceira vez a doença.

“A aprovação no Brasil de um biossimilar oncológico que atua na inibição de HER-2 beneficiará muitos pacientes. Além da alta prevalência em câncer de mama, o HER-2 é positivo em 10% a 30% dos cânceres gástricos. A presença dessa proteína confere maior agressividade e pior prognóstico, mas a taxa de resposta com os inibidores é robusta, aumentando significativamente o tempo e qualidade de vida dos pacientes”, ressalta a diretora médica da Pfizer Brasil, Márjori Dulcine.

Além do Trazimera, o portfólio global da Pfizer conta com outros quatro medicamentos biossimilares aprovados pelos órgãos regulatórios, entre eles o Ruxienxe, que é indicado para o tratamento de pacientes adultos com linfoma não-Hodgkin, leucemia linfocítica crônica e granulomatose com poliangite e poliangite microscópica.

A liberação do uso de biossimilares nos tratamentos oncológicos amplia as possibilidades de tratamento para aqueles que não têm condições de arcar com os medicamentos complexos e de alto custo. Apesar de apresentarem os mesmos resultados que os produtos de primeira linha, os biossimilares têm um custo reduzido. Márjori  garantiu que a taxa de resposta nos tratamentos com inibidores é efetiva e aumenta a qualidade de vida dos pacientes.

Fonte: Redação Panorama Farmacêutico

Leia também: https://panoramafarmaceutico.com.br/2019/07/29/pfizer-e-mylan-vao-fundir-negocios/

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