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Equipe da OMS chega à China para ajudar a combater o novo coronavírus

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Uma equipe da Organização Mundial da Saúde (OMS) chegou, nesta segunda-feira (10), à China para ajudar nos esforços de combate ao novo coronavirus. Depois de quase duas semanas de negociações, a primeira parte da equipe de especialistas internacionais pôde entrar no país, que voltou a bater recordes de mortes: 103 nessa segunda-feira, somente na província de Hubei. É o maior número em um único dia.

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Por outro lado, o governo chinês anunciou um aumento substancial no número de pacientes curados. Há duas semanas, eram pouco mais de 1%. Agora, já são 8,2%.

O feriado do Ano Novo Lunar, que tinha sido estendido, acabou. O que deveria ser um dia quase normal de trabalho em algumas cidades ainda foi de ruas e transportes públicos sem a movimentação habitual.

Para marcar essa tentativa de volta à rotina, o presidente Xi Jinping visitou um hospital, em Pequim, que trata doentes pelo novo coronavirus. Usando uma máscara, ele quis transmitir confiança, dizendo que a epidemia será derrotada, e pediu desculpas por não poder cumprimentá-los com um aperto de mãos. Também conversou, por videoconferência, com médicos de um hospital de Wuhan.

Autoridades do mundo inteiro estão enviando mensagens de solidariedade aos chineses. No Reino Unido, o governo declarou o novo coronavírus uma ameaça séria e iminente, depois de o número de casos dobrar nesta segunda: passou de quatro para oito infectados; e está sendo investigado se um único homem doente ligado aos novos casos no Reino Unido pode ser o chamado “superpropagador”: uma pessoa que tem uma capacidade muito maior de infectar outras.

O empresário britânico participou, em janeiro, de uma conferência em Singapura com mais de cem pessoas. Um dos participantes era de Wuhan. Antes de descobrir que estava com o vírus, o britânico também já havia viajado para a França e tido contato com outras cinco pessoas que ficaram doentes, e com um outro que adoeceu na Espanha.

No Japão, o isolamento de mais de três mil pessoas em um navio completou uma semana. Passageiros infectados já foram levados para hospitais, mas as equipes médicas continuam entrando e saindo para conduzir novos exames.

De domingo (9) para esta segunda, mais casos foram confirmados, chegando a um total de 135. O Ministério da Saúde do Japão disse que está concentrando esforços de testes em quem apresenta febre ou tosse e nos mais idosos. A quarentena ainda vai durar mais nove dias.

Na parte externa do navio, em bandeiras, lençóis e toalhas brancas, mensagens pedindo ajuda, remédios e agradecendo o apoio dos jornalistas.

No domingo, no Fantástico, um brasileiro que está trabalhando no navio gravou um depoimento sobre a rotina a bordo.

“A gente está tendo que retê-los, para que não saiam de suas cabines. O clima aqui do navio está bem tenso, para falar a verdade. Ainda não vi nenhum passageiro que foi infectado, eles sempre tentam mantê-los isolados, não deixam a gente ver. A gente só vê mesmo os agentes”, contou Thiago Soares, funcionário do navio.

Veja  também: https://panoramafarmaceutico.com.br/2019/11/14/estamos-mesmo-livres-da-poliomielite/

Em Hong Kong, num outro cruzeiro que vinha sendo mantido em isolamento, testes deram negativo e todas as mais de três mil pessoas puderam desembarcar.

Nesta segunda, morreram mais 103 pessoas, na província de Hubei, na China. Antes desse anúncio do governo chinês, a Organização Mundial da Saúde contava 909 mortes por coronavírus na China continental e Hong Kong, e uma nas Filipinas. Os casos confirmados na China passam de 42.300. Em outros 24 países, há 319 casos, e nenhum na América Latina e na África.

Fonte: G1

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