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OMS usa plataforma para reunir estudos com medicamentos contra o coronavírus

13.012

Uma plataforma interna da Organização Mundial da Saúde (OMS) está reunindo ensaios e pesquisas para medicamentos antivirais para tratar infectados pelo Sars-CoV-2.

Uma plataforma interna da Organização Mundial da Saúde (OMS) está reunindo ensaios e pesquisas para medicamentos antivirais para tratar infectados pelo Sars-CoV-2. Jarbas Barbosa, diretor-adjunto da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), diz que são de 8 a 10 propostas de remédios para evitar que casos graves levem pacientes à morte.

Veja também: Casos de dengue em SC sobem para 156

Barbas diz que são positivos os anúncios de grupos públicos e privados para a criação de uma vacina contra o novo coronavírus. Alguns, inclusive, já em fase de testes. O diretor da Opas explica, no entanto, que não há uma expectativa de que uma vacina contra a doença saia em menos de 1 ano, sendo ainda assim uma previsão otimista.

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“Estamos testando mesmo vários remédios, recebendo em uma plataforma que não tem informações públicas. São vários testes de antivirais, de 8 a 10 medicamentos analisados com apoio dos especialistas. Ainda não é uma prevenção como uma vacina, mas podemos evitar mortes, principalmente dos idosos”, disse.

Um dos medicamentos citados por Barbosa é a cloriquina, antiviral que existe no mercado há mais de 70 anos e é utilizado contra a malária e doenças autoimunes. Ele tem um baixo custo e uma segurança em humanos garantida. O remédio também tem uma capacidade de atuar no sistema imunológico, o que aumenta a eficiência contra a infecção.

Assintomáticos

Na manhã desta quinta-feira (5), o Ministério da Saúde confirmou que o 4º caso da Covid-19 no Brasil é de uma adolescente que não apresentou os sintomas da doença.

O diretor da Opas diz que a decisão brasileira é adequada. A OMS recomenda que as autoridades de saúde e seus governos não tentem aplicar testes em pacientes assintomáticos. Caso uma pessoa faça um exame por conta própria, uma avaliação deverá confirmar o grau de confiança do teste e, depois, incluir como caso confirmado da doença.

“Temos que focar no que é mais importante. Se a pessoa fez o teste, e é confiável e padronizado, esse caso precisa ser transferido como confirmado”, disse.

O foco da vigilância em saúde, de acordo com a OMS, deverá ser em pacientes com os sintomas e, principalmente, pacientes graves. Barbosa explica que provavelmente os infectados assintomáticos têm uma capacidade menor de transmissão, já que eles têm uma carga viral menor.

Ele explica que é importante redobrar a vigilância nos pacientes identificados com síndrome respiratória aguda grave e também de pneumonia atípica. Se der negativo para a Influenza, testar para o coronavírus.

Casos no Brasil

O Ministério da Saúde divulgou nesta quinta-feira o mais recente balanço sobre o novo coronavírus (Sars-Cov-2) no Brasil. Os dados principais são:

8 casos confirmados

635 casos suspeitos

378 casos descartados

Agora, são seis casos em São Paulo, um no Espírito Santo e um no Rio de Janeiro. De acordo com o ministério, entre as novas confirmações há dois casos de transmissão local relacionados ao primeiro caso confirmado em um morador da capital paulista que viajou para a Itália.

O secretário-executivo do Ministério da Saúde, João Gabbardo dos Reis, ressaltou que a confirmação de transmissão local, mas que isso não significa que ocorra transmissão sustentada. Atualmente, só há “transmissão comunitária” em países como China, Coreia do Sul e Itália.

Antes do atual balanço desta tarde, havia quatro casos confirmados, sendo a quarta confirmação uma paciente de 13 anos que viajou para Itália. Inicialmente o ministério chegou a considerar que, apesar de positivo, o caso não seria incluído entre os confirmados. Depois voltou atrás e considerou outros pontos para listar a adolescente entre os casos confirmados.

Fonte: G1

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