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Pagamento por aproximação é seguro? Tecnologia vira alvo de fraudes

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O paulista Maicon Bezerra, de 26 anos, estava aproveitando seu Carnaval como faz todos os anos. Na hora de comprar bebida de um ambulante, o rapaz começou a estranhar. O homem, que estava andando por ali com um isopor, começou a esconder o cartão de crédito e a tentar desviar a atenção.

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“Reparei que ele estava tentando passar meu cartão de crédito em outra máquina, enquanto me distraía falando que a máquina de cartão oficial, que segurava na mão, estava ligando”, conta Maicon. “Aí me toquei que ele estava tentando fazer compra por aproximação. Levei um susto. Arranquei o cartão da mão dele, que saiu correndo no bloco”.

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Leia também A tecnologia que quase deu um prejuízo para Maicon é a de NFC. Já conhecida em smartphones, ela está começando a se popularizar em cartões para que compras sejam feitas sem que o consumidor precise passar o cartão ou, em compras de até R$ 50, nem ao menos colocar a senha. Tudo é feito apenas aproximando os cartão e as maquininhas.

“É um golpe bem recente”, resume Fabia Pasin Puglisi, assessora chefe do Procon-SP. Segundo ela, ainda não há números disponíveis sobre o crime, mas é uma fraude que está começando a se popularizar. “Geralmente, os criminosos aproximam as máquinas de cartão da perna das pessoas, fazendo compras com o cartão de crédito dentro da carteira”.

É seguro?” data-reactid=”35″>É seguro? Com o surgimento desse novo tipo de golpe, é inevitável que as pessoas comecem a se perguntar sobre a segurança e a viabilidade de manter uma tecnologia, dentro do bolso, que pode causar fraudes tão facilmente. Será que é possível fazer grandes compras? Ou, ainda, será que criminosos não podem roubar ainda mais informações e dados com aproximação?

“Os pagamentos por aproximação utilizam tecnologia de criptografia. A cada transação, um código único é enviado do cartão ou smartphone ao terminal, junto das informações da conta”, acalma Ralf Germer, CEO e cofundador da PagBrasil, fintech de processamento de pagamentos. “Assim, o risco de clonagem do cartão ou roubo de identidade é baixo”.

Tom Canabarro, cofundador da startup Konduto, que identifica fraudes em pagamento, acha importante ficar de olho e acompanhar os fraudadores. “Acreditamos que quanto mais os pagamentos por aproximação estiverem populares, mais fraudes vão acontecer. Os criminosos acompanham a evolução do mercado e vão para onde o dinheiro vai”, afirma.

Esta é uma fraude que não funciona com o pagamento por aproximação com celulares, já que há mais camadas de segurança do que no cartão.

Para o Procon, é importante que o consumidor fique esperto com a tecnologia, e nunca deixar o cartão na mão de ambulantes ou de comerciantes. Caso vá em algum lugar cheio, pode ser uma boa desativar o NFC. “Recomendamos desativar a função caso você vá em algum lugar de aglomeração”, afirma Fabia. “A pessoa precisa controlar seu cartão”.

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Fonte: Yahoo Finanças

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