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Aplicativos de entrega avançam na crise do coronavírus

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Poucos setores cresceram tanto nos últimos anos quanto o de aplicativos de entrega. A inovação não só mudou a paisagem urbana

Poucos setores cresceram tanto nos últimos anos quanto o de aplicativos de entrega. A inovação não só mudou a paisagem urbana com suas milhares de bicicletas circulando pelas grandes cidades como inspirou debates sobre as relações de trabalho. Agora, os apps estão diante de uma oportunidade única. Com o isolamento social imposto pelas autoridades para conter o coronavírus, os aplicativos têm a chance de se tornar indispensáveis na vida de empresas e pessoas. Enquanto o Brasil para, marcas como Rappi (foto), iFood, Uber Eats e James Delivery funcionam a todo vapor, transportando comida, documentos, objetos e até realizando entregas em dinheiro para quem está impossibilitado de sair de casa. Presente em 60 cidades brasileiras, a Rappi contabiliza aumento de 30% nos pedidos nos dois primeiros meses de 2020 ante os dois últimos de 2019. É um desempenho notável considerando que a empresa já estava acelerando antes da crise. Tudo indica que o crescimento será maior nas próximas semanas.

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Bolsa brasileira tem pior desempenho do mundo

Desde o início da pandemia do coronavírus, nenhuma outra bolsa no mundo teve desempenho tão ruim quanto a brasileira. Em dólar, o Ibovespa despencou 52% no período de pouco mais de um mês, segundo estudo do banco americano Goldman Sachs. A seguir aparecem as bolsas da Indonésia (recuo 50%), África do Sul e Rússia (ambos com 45%) e Chile (40%). Se for possível tirar algum alento da pesquisa, ela ao menos diz que a queda livre da bolsa brasileira foi exagerada.

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Via Varejo pode ser obrigada a fazer liquidações

Se a quarentena durar muito, as grandes redes de varejo terão tempos difíceis pela frente. Um relatório do banco de investimentos suíço UBS concluiu que a Via Varejo, dona das marcas Casas Bahia (foto) e Ponto Frio, poderá ser obrigada a fazer grandes liquidações de estoque para ter algum tipo de receita enquanto suas lojas permanecerem fechadas. Segundo o UBS, as vendas online não serão suficientes para equilibrar a balança. Longe disso. O banco prevê queda de 30% dos negócios pelo e-commerce.

Crise gera onda global de solidariedade

A pandemia do coronavírus começa a gerar uma onda mundial de solidariedade. Ontem, o frigorífico Marfrig anunciou a doação de R$ 7,5 milhões para o Ministério da Saúde. Segundo a empresa, o dinheiro será destinado à compra de testes rápidos para diagnosticar a doença. No exterior, grandes empresas também se mobilizam. A Apple doou dois milhões de máscaras para profissionais de saúde nos Estados Unidos e na Europa, e a Microsoft cedeu a hospitais 15 mil óculos de proteção.

RAPIDINHAS

As empresas que trabalham com muitos franqueados lançaram operações de guerra para ajudá-los a sobreviver em tempos de crise.

A Arezzo prorrogou o prazo de pagamento de royalties e de mercadorias e dá suporte técnico aos franqueados para negociar os aluguéis em shoppings.

Outra medida foi o cancelamento das coleções que seriam lançadas em abril.

O Burker King criou um comitê de crise que se reporta diretamente ao conselho da empresa. Uma das iniciativas é reforçar parcerias com três agregadores parceiros (iFood, Uber Eats e Rappi) para ampliar o delivery. Atualmente, 260 de seus restaurantes oferecem serviço de entrega e 93 dispõem de drive-thru.

Enquanto alguns setores sofrem, outros faturam. No atacarejo, redes como Atacadão, que pertence ao Carrefour, tiveram aumento de quase 100% das vendas no início de março, o que levou a empresa a reforçar a contratação de pessoal temporário. As vendas nos canais online também têm acelerado nos últimos dias.

O Sebrae-SP está procurando startups que ajudem pequenos negócios a se reinventar. Uma das ideias é auxiliar restaurantes a instalar sistemas de delivery. Muitos estabelecimentos, especialmente os mais sofisticados, não trabalham com entregas e, segundo o Sebrae, “mal sabem por onde começar.” Para eles, o delivery é a única saída.

5 milhões de kits de testes rápidos para o novo coronavírus serão doados pela Vale ao governo. Comprados na China, os testes permitem resultados em 15 minutos

Se a quarentena for muito longa, vamos precisar de saídas radicais, que talvez nem funcionem. Parece haver a percepção de que não dará para ficar muito tempo parado e soluções intermediárias precisarão aparecer”

Fonte: Estado de Minas

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