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Bolsonaro deveria ficar em casa

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Ninguém sabe com certeza se o presidente Jair Bolsonaro é portador do novo coronavírus. Das pessoas que viajaram com ele recentemente aos Estados Unidos, mais de 20 testaram positivo. Bolsonaro afirmou que os dois testes que fez deram negativo, mas se recusa a mostrar o laudo com os resultados, como é a praxe entre autoridades. Questionado, o hospital que aplicou o teste informou ter omitido dois nomes da lista da pacientes infectados. Não dá para ter certeza, portanto.

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Dois terços das infecções derivam de casos sem sintomas, por isso o recomendado a quem tenha mantido contato com contaminados é uma quarentena de 14 dias, período em que, incubado, o vírus pode se manifestar. Era o que Bolsonaro deveria ter feito, em vez de apertar as mãos de manifestantes e fingir que nada acontece. Em vez disso, depois de dezenas de declarações desastradas desdenhando a ameaça, proferiu ontem em rede nacional um discurso que entrará para a história do Brasil como o mais estapafúrdio e irresponsável.

Qualquer outro no lugar dele deveria ter apenas duas preocupações: evitar que o vírus se espalhe e garantir condições para a economia brasileira não afundar na recessão inevitável que resultará do período de quarentenas e isolamento social. A primeira medida para prevenir o contágio deveria ser o próprio Bolsonaro ficar quieto em casa, isolado. De quebra, o país ganharia o benefício de vê-lo afastado da tomada de decisões neste momento difícil, que exige outro tipo de liderança.

Há apenas duas explicações possíveis para Bolsonaro ter falado o que falou ontem à noite, sob o barulho ensurdecedor das panelas que batiam em todo o país. A primeira é a ignorância, a absoluta incapacidade de compreender o risco envolvido em abrir escolas e liberar a circulação neste momento. O novo coronavírus se espalha primeiro pelas crianças, e a história da gripe espanhola demonstra a eficácia da suspensão preventiva das aulas (leia mais na série que publiquei semana passada).

Que Bolsonaro não tem muitas luzes intelectuais, não é exatamente uma novidade. O desprezo ao conhecimento, à ciência e à verdade faz parte do estilo desbocado e espontâneo que o projetou, num país onde a própria elite tem formação precária. Essa é a interpretação benigna. A outra explicação, bem pior para ele, seria o desprezo pela vida humana, a insensibilidade para o sofrimento que a Covid-19 tem trazido ao mundo todo. Não seria espantoso para alguém que já louvou a tortura.

A esta altura, porém, o debate sobre a raiz da postura de Bolsonaro – estultice ou perversão – é ocioso, puramente acadêmico, além de inútil. O essencial agora é salvar vidas. O Brasil precisa fazer o que for preciso para deter o avanço do vírus. Quanto antes e mais enérgico for o distanciamento social, mais rápido a economia poderá voltar a funcionar, se não normalmente, pelo menos num ritmo e num estado em que teremos condições de detectar e debelar futuros focos de contágio.

Para que a vida volte ao normal, será preciso antes dispor de ampla capacidade de testes e isolamento dos infectados e dos grupos mais ameaçados pelo coronavírus. Construí-la exige tempo. É por isso que, neste momento, o necessário é exatamente o contrário do que Bolsonaro preconiza: isolamento de todos os que puderem se isolar.

Só isso funcionou para conter o vírus na China. Só isso começa a demonstrar resultados na Itália. Não é coincidência que França, Alemanha e varios estados americanos tenham adotado quarentenas. Nem que o Reino Unido, que antes defendia uma política permissiva para alcançar imunidade coletiva, tenha mudado de ideia e partido para o “lockdown”. Por que no Brasil seria diferente?

Não acredite nos mercadores de ilusão. A ameaça do novo coronavírus é séria. Deixado à solta, poderá levar à morte centenas de milhares de brasileiros. Mas não é preciso entrar em pânico. Basta ter paciência. Ficar isolado em casa é hoje a atitude mais patriota que qualquer um pode ter, em nome da saúde de seus concidadãos. Sobretudo aqueles que mantiveram contato com portadores. Bolsonaro deveria ser o primeiro a dar o exemplo e ficar em casa. De preferência, quieto.

Dois terços das infecções derivam de casos sem sintomas, por isso o recomendado a quem tenha mantido contato com contaminados é uma quarentena de 14 dias, período em que, incubado, o vírus pode se manifestar. Era o que Bolsonaro deveria ter feito, em vez de apertar as mãos de manifestantes e fingir que nada acontece. Em vez disso, depois de dezenas de declarações desastradas desdenhando a ameaça, proferiu ontem em rede nacional um discurso que entrará para a história do Brasil como o mais estapafúrdio e irresponsável.

Qualquer outro no lugar dele deveria ter apenas duas preocupações: evitar que o vírus se espalhe e garantir condições para a economia brasileira não afundar na recessão inevitável que resultará do período de quarentenas e isolamento social. A primeira medida para prevenir o contágio deveria ser o próprio Bolsonaro ficar quieto em casa, isolado. De quebra, o país ganharia o benefício de vê-lo afastado da tomada de decisões neste momento difícil, que exige outro tipo de liderança.

Há apenas duas explicações possíveis para Bolsonaro ter falado o que falou ontem à noite, sob o barulho ensurdecedor das panelas que batiam em todo o país. A primeira é a ignorância, a absoluta incapacidade de compreender o risco envolvido em abrir escolas e liberar a circulação neste momento. O novo coronavírus se espalha primeiro pelas crianças, e a história da gripe espanhola demonstra a eficácia da suspensão preventiva das aulas (leia mais na série que publiquei semana passada).

Que Bolsonaro não tem muitas luzes intelectuais, não é exatamente uma novidade. O desprezo ao conhecimento, à ciência e à verdade faz parte do estilo desbocado e espontâneo que o projetou, num país onde a própria elite tem formação precária. Essa é a interpretação benigna. A outra explicação, bem pior para ele, seria o desprezo pela vida humana, a insensibilidade para o sofrimento que a Covid-19 tem trazido ao mundo todo. Não seria espantoso para alguém que já louvou a tortura.

A esta altura, porém, o debate sobre a raiz da postura de Bolsonaro – estultice ou perversão – é ocioso, puramente acadêmico, além de inútil. O essencial agora é salvar vidas. O Brasil precisa fazer o que for preciso para deter o avanço do vírus. Quanto antes e mais enérgico for o distanciamento social, mais rápido a economia poderá voltar a funcionar, se não normalmente, pelo menos num ritmo e num estado em que teremos condições de detectar e debelar futuros focos de contágio.

Para que a vida volte ao normal, será preciso antes dispor de ampla capacidade de testes e isolamento dos infectados e dos grupos mais ameaçados pelo coronavírus. Construí-la exige tempo. É por isso que, neste momento, o necessário é exatamente o contrário do que Bolsonaro preconiza: isolamento de todos os que puderem se isolar.

Só isso funcionou para conter o vírus na China. Só isso começa a demonstrar resultados na Itália. Não é coincidência que França, Alemanha e varios estados americanos tenham adotado quarentenas. Nem que o Reino Unido, que antes defendia uma política permissiva para alcançar imunidade coletiva, tenha mudado de ideia e partido para o “lockdown”. Por que no Brasil seria diferente?

Não acredite nos mercadores de ilusão. A ameaça do novo coronavírus é séria. Deixado à solta, poderá levar à morte centenas de milhares de brasileiros. Mas não é preciso entrar em pânico. Basta ter paciência. Ficar isolado em casa é hoje a atitude mais patriota que qualquer um pode ter, em nome da saúde de seus concidadãos. Sobretudo aqueles que mantiveram contato com portadores. Bolsonaro deveria ser o primeiro a dar o exemplo e ficar em casa. De preferência, quieto.

Fonte: G1

Veja também: https://panoramafarmaceutico.com.br/2020/02/03/cresce-venda-de-medicamentos-para-diabetes-e-insonia/

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