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Empresários defendem ação do governo para ajudar com o pagamento dos salários

Líderes do setor empresarial querem que o governo adote alguma medida que ajude as companhias a continuarem pagando seus

Líderes do setor empresarial querem que o governo adote alguma medida que ajude as companhias a continuarem pagando seus funcionários enquanto estão com seus negócios parados por conta das medidas adotadas para conter o avanço do novo coronavírus.

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Um debate realizado na noite desta terça-feira pela XP Investimentos com alguns executivos do setor de varejo revelou que a grande angústia dos empresários é como efetuar o pagamento da próxima folha salarial, que vence no dia 5 de abril.

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– A folha de pagamento é a maior angústia de todos os empresários no momento e ela vence agora no dia 5. A iniciativa privada não está pedindo doação, o que se precisa, neste momento, é no mínimo empréstimo – afirmou Sebastião Bomfim, fundador da Centauro.

Carlos Jereissati, do Grupo Iguatemi, anunciou no evento online que o grupo está suspendendo o pagamento de aluguéis de lojas no período em que os centros de compras estão fechados por causa da crise do coronavírus, e reduzindo ao mínimo o valor do condomínio. Mas ele disse que as empresas têm um certo limite de ação e que, nestes casos, é preciso de uma atuação do governo:

– A gente vê uma bela condução pela saúde, nos estados e no ministério, mas não vê a mesma agilidade na área da economia, para salvar as empresas e os empregos. A gente precisa que a mesma agilidade que a saúde tem de um lado, a economia tenha do outro. Faltam medidas claras, para a economia real. É necessário ser criativo para encontrar caminhos – disse Jereissati, que afirma que falta um “Mandetta” da economia, em referência ao ministro da saúde.

Mercado parado

Na mesma linha, Rafael Salles, do grupo de shoppings Aliansce, afirmou que sua empresa também está suspendendo cobranças dos lojistas. Embora reconheça que a prioridade agora é salvar vidas e ajudar as pessoas que estão no desalento, são necessárias medidas para evitar que a economia piore ainda mais a situação de calamidade social. Ele afirmou que a crise agora tende a ser muito pior que a de 2008:

– O mercado parou, não valem as regras de mercado. Se é um momento de exceção, são novas soluções que são necessárias – disse ele.

Os empresários criticaram a MP que o governo editou – e depois voltou atrás – que permitia às empresas não pagar salário por até quatro meses. Cobrando uma atuação social, inclusive doação e mobilização para o combate ao coronavírus, Alexandre Birman, da Arezzo, afirmou que o momento é de união nacional:

– O empresário tem que anunciar que a última decisão será a demissão. Vamos lutar para evitar isso – disse Birman. – Neste momento, temos que nos unir, temos visto, por exemplo, que a união entre empresários e sindicatos é fundamental.

Fonte: Yahoo Brasil

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